Jô abre o jogo sobre os desafios da aposentadoria, vícios, polêmicas com pensão alimentícia e a admiração por Ronaldinho.
O ex-atacante Jô, com passagens marcantes por clubes como Corinthians, Atlético-MG, Internacional e Manchester City, concedeu uma entrevista reveladora onde fez um balanço sobre sua trajetória vitoriosa nos gramados e os desafios que enfrenta na vida pós-aposentadoria.
Aos 39 anos, João Alves de Assis Silva, o Jô, admite a necessidade de se readaptar a uma nova realidade financeira e pessoal, após encerrar uma carreira de mais de duas décadas.
A mudança de patamar financeiro é um dos pontos centrais de sua reflexão. O jogador, que chegou a ganhar R$ 300 mil por mês, agora precisa administrar um patrimônio menor e buscar novas fontes de renda.
Essa transição, segundo ele, é a principal razão para as polêmicas envolvendo o não pagamento de pensão alimentícia para seus oito filhos, frutos de cinco relacionamentos.
“Não é quebrar, mas você diminui seu padrão de vida, não tem como.”
Explicou o ex-atleta, ressaltando que apenas uma pequena porcentagem dos jogadores consegue manter o mesmo nível financeiro após encerrar a carreira.
O controle do álcool e as reflexões sobre o passado
Um dos temas mais delicados abordados na entrevista foi a relação de Jô com o álcool. Ele prefere não se rotular como “alcoólatra”, mas admite ter tido um “descontrole” em momentos específicos, especialmente durante sua passagem pelo Internacional.
“Quando acontecia, eu não tinha freio.”
Confessou, detalhando situações em que bebia até horas antes de compromissos importantes, como viagens. Essa falta de controle extracampo, segundo Jô, o levou a conflitos com treinadores e dirigentes, além de ter prejudicado seu rendimento em campo.
Ele ressalta, contudo, que aprendeu com seus erros e hoje possui maior disciplina.
“Hoje, graças a Deus, tenho esse controle, mas foi bem complicado.”
Parcerias e o legado da Seleção
Durante a conversa, Jô também relembrou sua parceria com Ronaldinho Gaúcho, desmistificando a fama de festas extravagantes do craque. Para Jô, Ronaldinho é um amigo tranquilo, cujo lazer se resume a momentos com amigos e música.
Ele também citou Vagner Love como um grande parceiro de vida e de campo. A Seleção Brasileira e a memorável derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014 foram outros pontos abordados.
O ex-atacante expressou a dor de ser marcado por aquele resultado traumático, apesar de ter sido campeão da Copa das Confederações em 2013. A confiança excessiva daquela equipe, segundo ele, pode ter contribuído para o desfecho inesperado.
O ex-jogador, que busca se recolocar no mercado do futebol, mas agora fora dos gramados, finaliza a entrevista com um desejo de transmitir seus aprendizados aos filhos, reforçando a importância de princípios e equilíbrio na vida.
Ele mantém a esperança de viver mais 40 anos de forma tranquila e realizada.










