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quinta-feira, agosto 13, 2026

Presidente do Vitória defende novas regras no futebol mas critica implementação imediata

Presidente do Vitória defende novas regras no futebol mas critica implementação imediata
Presidente do Vitória, Fábio Motta. Crédito: Rafael Oliveira
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O presidente do Vitória, Fábio Motta, manifesta apoio a novas diretrizes no futebol brasileiro, mas contesta a implementação imediata das medidas, sugerindo um prazo maior de adaptação.

A recente decisão da CBF de implementar novas regras no Campeonato Brasileiro gerou debate intenso nos bastidores. Entre as mudanças, destacam-se estratégias para reduzir a cera nas partidas e a rigorosa “Lei Vini Jr.“, que visa punir gestos obscenos ou atos de discriminação em campo. O cenário reflete a busca da entidade por maior profissionalismo e controle disciplinar.

Embora o movimento tenha recebido aprovação da maioria dos clubes, o Vitória, sob o comando de Fábio Motta, posicionou-se de forma contrária à vigência imediata das normas. Ao lado do Grêmio, o clube baiano defendeu um cronograma mais longo, prevendo a aplicação integral apenas a partir de 2027, visando um período de transição que garanta o entendimento pleno de todos os envolvidos.

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Um pedido por cautela

Para a Equipe M360, a posição de Fábio Motta revela uma preocupação com a logística e a cultura organizacional dos clubes. O dirigente argumenta que o futebol nacional ainda enfrenta dificuldades para aplicar as diretrizes que já estão em vigor, tornando a imposição de dez novas medidas um desafio administrativo e técnico complexo.

Eu acho prematura, eu acho que não deveria ser agora, você deveria passar por um período de adaptação para que se entendesse primeiro as regras novas, sendo que a gente está tendo dificuldade com as regras atuais.

Discordância sobre a Lei Vini Jr.

Um dos pontos de maior atrito foi a implementação da “Lei Vini Jr.“. A regra estipula que cobrir a boca durante discussões ou provocações resultará automaticamente em cartão vermelho, independente do conteúdo da fala. O dirigente do Vitória questiona a interpretação subjetiva da regra, sugerindo que o gesto pode ter significados distintos.

Eu entendo que não é dessa forma, às vezes colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali, entre ele e o colega e que não tem nada a ver com agressão a um jogo de futebol.

Apesar da resistência isolada de alguns clubes, a decisão da CBF segue mantida. O impacto dessas mudanças será testado nas próximas rodadas, onde a arbitragem estará sob os holofotes. A transição, ainda que considerada precipitada por parte dos cartolas, promete transformar a dinâmica disciplinar do futebol brasileiro daqui em diante.

Equipe M360

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