Presidente do Flamengo, Bap, critica veto às apostas e alerta para impacto financeiro no clube.
O veto às casas de apostas no Brasil, oficializado por meio de uma Medida Provisória (MP), gerou forte reação no meio esportivo, especialmente entre os clubes de futebol. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, expressou publicamente seu descontentamento com a decisão, classificando-a como “intempestiva e extemporânea”.
Em entrevista à FlamengoTV, Bap destacou que a proibição pode comprometer seriamente os compromissos financeiros futuros do clube, chegando a mencionar a contratação de Lucas Paquetá como um exemplo de despesa que pode se tornar de difícil honra.
O mandatário rubro-negro criticou o momento da publicação da MP, ocorrida às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, e ressaltou que o Flamengo não necessita de auxílio governamental para cobrir suas dívidas.
Segundo Bap, o clube age com responsabilidade e cumpre todas as suas obrigações legais, mas a MP introduz um cenário de insegurança jurídica que ameaça contratos de médio e longo prazo.
Impacto financeiro e perda de competitividade
Bap alertou que a medida, além de criar instabilidade, poderá enfraquecer o futebol brasileiro. Ele observou que a decisão está sendo comemorada na Argentina, sugerindo que o futebol do país vizinho se fortalecerá em detrimento do brasileiro.
A preocupação com a saúde financeira do clube é palpável, com projeções de um prejuízo de até R$ 430 milhões em 2027 e o risco iminente do fim do patrocínio máster da Betano, um contrato que representa cerca de R$ 268 milhões por temporada.
O cenário é de incerteza, com clubes buscando alternativas e o próprio Flamengo reagindo coletivamente à medida, que ainda precisa ser votada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.
A proibição entrou em vigor imediatamente após a publicação, mas os usuários têm até 5 de outubro para sacar seus saldos. A discussão sobre a regulamentação do mercado de apostas, que já se arrastava no Congresso, ganhou contornos de urgência com a MP, que agora aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre pedidos de suspensão.









