O Consórcio Maracanã, gerido por Flamengo e Fluminense, vetou pela terceira vez o uso do estádio pelo Vasco, citando o delicado processo de troca do gramado e o calendário apertado.
A novela sobre a escolha do palco para o confronto entre Vasco e Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (28). O Consórcio Maracanã oficializou a negativa ao pedido do clube cruzmaltino para realizar a partida decisiva no maior estádio do país, marcada para o dia 20 de outubro.
Esta é a terceira vez no ano que a gestão rubro-negra e tricolor barra a utilização do estádio pelo rival. Anteriormente, os duelos contra Vitória e Palmeiras, ambos válidos pela Copa do Brasil, também tiveram o acesso negado sob argumentos de preservação do campo e logística de eventos.
Problemas com o gramado e agenda cheia
O veto desta semana foi fundamentado pela administração do Maracanã na necessidade de recuperação do piso. Após receber um evento da NFL, o estádio deu início, nesta segunda-feira, à troca completa da grama, substituindo o antigo tapete pelo padrão Bermuda Celebration. O consórcio destaca que o estádio atingirá a marca de 58 jogos disputados até o fim de setembro, sobrecarga que já gerou críticas públicas de atletas do Flamengo, como Arrascaeta e Rossi, além do técnico Leonardo Jardim.
Além da obra, o calendário de outubro é um fator determinante para a negativa. Entre o jogo do Vasco contra o Boca Juniors e a semifinal da Libertadores, onde o Flamengo enfrenta o Estudiantes (ARG) no dia 22, haveria um intervalo curto demais para a consolidação do novo gramado. Como explica a Equipe M360, o curto período de descanso impossibilitaria a preservação necessária para o duelo decisivo do Rubro-Negro.
Alternativas do Vasco e o prazo da Conmebol
Diante do impasse, o presidente vascaíno, Pedrinho, tenta alternativas, embora o clima interno no clube seja de desgaste. O dirigente busca, junto à Conmebol, uma flexibilização para atuar em São Januário, que atualmente não cumpre a exigência mínima de 30 mil lugares para esta fase da competição.
“Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme (presidente do Boca). Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário”, declarou o mandatário vascaíno.
Outra possibilidade aventada seria o estádio Nilton Santos, contudo, o Boca Juniors demonstra resistência em atuar em grama sintética. O tempo urge para a diretoria carioca, já que o regulamento da entidade sul-americana exige a definição oficial do estádio com pelo menos dez dias de antecedência, ou seja, até o dia 10 de outubro.
Enquanto o rival busca uma solução, o Flamengo se prepara para o retorno às atividades após a pausa da Data FIFA. O Rubro-Negro foca no compromisso contra o Santos, pelo Brasileirão, antes de retornar ao renovado gramado do Maracanã para o clássico diante do Fluminense, em 11 de outubro. A decisão de vaga na final da Libertadores, contra o Estudiantes, segue confirmada para o dia 22, no mesmo palco.








