Em assembleia decisiva, os associados do Vasco da Gama votam a venda de 90% da SAF para o empresário Marcos Lamacchia em um negócio bilionário.
O futuro institucional e esportivo do Vasco da Gama vive um de seus momentos mais decisivos nesta sexta-feira. Os associados do Gigante da Colina comparecem às urnas para definir os rumos da SAF do Vasco, em um processo que promete transformar profundamente a estrutura financeira do clube carioca. A expectativa nos bastidores é intensa, mobilizando torcedores e dirigentes em torno de uma transação avaliada em cerca de R$ 4 bilhões.
A votação, estruturada no formato híbrido, abriu às 10h e tem encerramento programado para as 20h. Os torcedores habilitados podem registrar suas escolhas de maneira presencial na Sede Náutica da Lagoa, localizada na capital fluminense, ou de forma remota por meio da plataforma digital oficial do Eleja Online Vasco.
Os pilares da votação na Assembleia Geral
Na pauta da Assembleia Geral Extraordinária, os votantes analisam duas pautas fundamentais e complementares para viabilizar a entrada do novo investidor. A primeira refere-se à modificação do Estatuto Social, que propõe flexibilizar a participação minoritária obrigatória da associação civil na companhia, reduzindo o patamar de 20% para 10%.
O segundo ponto central é a deliberação sobre a venda de 90% das ações do departamento de futebol para a Almirante Participações, consórcio encabeçado pelo empresário Marcos Lamacchia. Essa reestruturação societária ambiciona injetar recursos expressivos no planejamento de futebol para as próximas temporadas, recolocando a instituição cruz-maltina no protagonismo do cenário nacional.
Próximos passos e regulação de mercado
Apesar do peso histórico da decisão dos associados, a concretização definitiva da operação ainda precisará superar barreiras burocráticas e regulatórias externas. O acordo será submetido à análise da ANRESF para avaliar potenciais conflitos de interesse decorrentes de vínculos comerciais e familiares, com a possibilidade de exigência de mecanismos de governança como o blind trust até o encerramento do ciclo presidencial no Palmeiras em 2027.
Ademais, a transação societária exige o aval obrigatório do CADE, etapa padrão para transações de grande porte no futebol brasileiro.
A transformação da gestão visa garantir sustentabilidade a longo prazo e competitividade financeira, reposicionando o clube entre as principais potências do continente.
Com o desfecho da votação nas urnas, a diretoria cruz-maltina iniciará a fase de transição administrativa, aguardando os pareceres dos órgãos reguladores para oficializar a nova era financeira sob a tutela do grupo liderado por Marcos Lamacchia.














