O Flamengo levará à Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, a disputa sobre a regularidade do zagueiro Marcos Rojo, do Estudiantes, em julgamento agendado para o dia 12 de novembro.
A reta final da Libertadores ganha um capítulo extra-campo de alta tensão. A CAS (Corte Arbitral do Esporte) marcou para o dia 12 de novembro a análise definitiva sobre a participação de Marcos Rojo na semifinal do torneio. A data, que antecede em apenas 16 dias a grande final em Montevidéu, coloca o Flamengo em alerta máximo sobre o desfecho de sua contestação jurídica.
O clube carioca iniciou a investida logo após o duelo contra o Estudiantes, sustentando que a escalação do defensor argentino violou os trâmites regulamentares. O objetivo do departamento jurídico rubro-negro é claro: garantir que a entidade máxima do futebol sul-americano, a Conmebol, julgue a possível irregularidade técnica antes que qualquer possibilidade de defesa ou recurso expire.
O argumento rubro-negro e o precedente de 2018
A base da reclamação do Flamengo apoia-se no rigor do cumprimento das regras de inscrição. O clube entende que, ao buscar uma medida cautelar no tribunal suíço após o veto inicial da Conmebol, o Estudiantes contornou decisões administrativas prévias. O Rubro-Negro reforça que não se trata de uma tentativa de “virar a mesa”, mas de resguardar os princípios da competição.
Sobre a iniciativa de levar o caso ao CAS, uma fonte ligada ao clube afirmou:
“Não tem ninguém querendo virar mesa, mas é um direito.”
Para fortalecer sua tese, o Flamengo utiliza como espelho o caso do meio-campista Carlos Sánchez, que em 2018 resultou na punição ao Santos por escalação irregular. Embora o caso de Rojo envolva entraves na documentação de inscrição e não uma suspensão automática, o clube carioca defende que a lógica punitiva — que prevê a derrota por 3 a 0 — deve ser aplicada caso a irregularidade seja comprovada.
Impacto na final da Libertadores
O desdobramento desse imbróglio jurídico é acompanhado de perto não apenas pela cúpula rubro-negra, mas também pelos bastidores da Conmebol e pelo Palmeiras, já garantido na decisão. A urgência do Flamengo em formalizar a queixa em até 24 horas após a partida foi uma estratégia deliberada para evitar a preclusão, garantindo que o direito de questionar a participação do atleta não fosse perdido por inércia administrativa.
O Estudiantes, por sua vez, possui até a próxima segunda-feira para submeter sua manifestação oficial ao tribunal. Enquanto aguarda o veredito da CAS, o Flamengo discute a viabilidade de enviar representantes à Suíça para acompanhar o julgamento in loco. A expectativa é que, independente da complexidade do caso, a definição ocorra a tempo de não deixar lacunas abertas sobre o caminho dos finalistas até a taça no Uruguai.








