O camisa 10 da Seleção Brasileira, Neymar Jr., indicou que sua trajetória com a amarelinha chegou ao fim após a eliminação nesta Copa do Mundo, encerrando um ciclo de altos e baixos.
O gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, foi palco de um desabafo carregado de melancolia. Após a eliminação e a derrota recente, o craque Neymar Jr. deixou transparecer que o gol de pênalti marcado contra a Noruega representa, provavelmente, o último ato de sua longa jornada defendendo as cores do Brasil. Com o semblante visivelmente abatido, o jogador deu a entender que não vestirá mais a camisa pentacampeã.
“Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”
O ciclo que se fecha no mesmo lugar
A história de Neymar na Seleção Brasileira possui ares de destino traçado. Foi no mesmo solo norte-americano, em Nova Jersey, que o então prodígio do Santos balançou as redes pela primeira vez pela equipe nacional, em um amistoso contra os Estados Unidos. Naquela época, o jovem atacante ainda vestia a camisa 11 e operava pela ponta esquerda, longe da responsabilidade de carregar a lendária 10 que assumiria anos depois.
Entre o brilho de 2013 e as frustrações em Mundiais
O auge técnico do astro com a amarelinha ocorreu na Copa das Confederações de 2013, onde o Brasil conquistou o título com atuações de gala, incluindo uma vitória dominante sobre a Espanha. No entanto, o sonho da Copa do Mundo sempre foi o grande obstáculo. De 2014, marcado pela lesão contra a Colômbia, aos revezes dolorosos em 2018 e 2022, o camisa 10 conviveu com o peso das expectativas e as constantes interrupções físicas.
Um legado de recordes e a redenção olímpica
Apesar de não ter alcançado o título mundial, Neymar deixa números expressivos. Ele se despede como o maior artilheiro em jogos oficiais da história da Seleção Brasileira, com 80 gols em 130 partidas, superando a marca de Pelé. Entre os momentos de glória, a conquista da medalha de ouro inédita nas Olimpíadas de 2016, no Maracanã, permanece como a imagem de maior impacto de sua liderança, onde ele assumiu a responsabilidade de converter o pênalti decisivo contra a Alemanha.
A despedida de Neymar marca o fim de uma era no futebol brasileiro. Independentemente das divergências de opinião sobre sua trajetória, o fato é que o país se despede de um dos maiores talentos de sua história. Agora, a CBF e a torcida brasileira iniciam a reflexão sobre o futuro, com o desafio de renovar o espírito da equipe para os próximos ciclos, enquanto o ídolo encerra um capítulo que começou promissor e terminou com o peso do tempo e da exaustão.









