A seleção do Iraque solicitou à Fifa uma autorização especial para vestir seu uniforme preto no confronto contra o Senegal, nesta sexta-feira (26), em um gesto de profundo significado cultural.
A busca por uma homenagem histórica marca o clima nos bastidores da partida válida pela Copa do Mundo 2026. Os iraquianos entraram em campo com um pedido formal junto à entidade máxima do futebol mundial, visando honrar a memória do imã Hussein, neto do profeta Maomé. A data coincide com o período da Ashura, um momento de extrema importância para a identidade xiita.
O significado por trás da escolha
O dia de Ashura, celebrado no décimo dia do mês lunar de Muharram, recorda o martírio de Hussein durante a histórica Batalha de Karbala, ocorrida no ano de 680 d.C. No Iraque e em diversas nações de maioria islâmica, o preto é a cor tradicionalmente associada ao luto e ao respeito por este evento fundador. A federação iraquiana deseja, com essa vestimenta, transmitir uma mensagem de relevância cultural e religiosa para o público global durante o torneio.
A expectativa pela decisão da Fifa
O confronto entre Iraque e Senegal acontece nesta sexta-feira (26), às 16h, mas a escalação do uniforme ainda está sob análise. As normas da Fifa sobre os equipamentos das seleções são rigorosas e definem as cores de cada jogo com antecedência para evitar conflitos visuais. Mudanças de última hora, como a solicitada pelos iraquianos, demandam uma autorização excepcional que raramente é concedida sem um protocolo detalhado.
Caso a Fifa libere o uso, a torcida verá o Iraque desfilar pela primeira vez seu terceiro uniforme nesta Copa do Mundo. O modelo preto faz parte do enxoval oficial da equipe, composto também pelas tradicionais camisas verde e branca. A decisão final da entidade será determinante para definir se o time entrará em campo com o manto em homenagem ao imã Hussein ou se manterá o uniforme originalmente previsto para o duelo decisivo contra os senegaleses.










