Bolívar, adversário do Grêmio, chega a playoff da Sul-Americana com apenas 16 jogos no ano.
O Grêmio se prepara para mais um desafio na Copa Sul-Americana, mas o seu próximo adversário, o Bolívar, apresenta um cenário peculiar. Enquanto o Tricolor Gaúcho já disputou 38 partidas na temporada, os bolivianos acumulam uma bagagem de apenas 16 jogos oficiais em 2026. Essa disparidade levanta questões sobre o ritmo de jogo e a preparação do time da Bolívia para o confronto decisivo.
Calendário Anômalo na Bolívia
A razão para essa quantidade reduzida de jogos oficiais do Bolívar reside em uma série de incidentes extracampo e no planejamento peculiar do futebol boliviano. O campeonato local deste ano foi impactado por uma polêmica referente à temporada anterior, envolvendo o clube Aurora e uma punição por falsidade ideológica.
Essa situação gerou repercussões legais e administrativas que alteraram o fluxo do futebol no país. A Federação Boliviana de Futebol buscou contornar os problemas com a criação de um Torneio de Verão, mas essa competição teve caráter amistoso. A instabilidade política em maio também contribuiu para o adiamento de partidas do campeonato nacional, já em andamento.
Estratégia de Jogo e Conexão Brasileira
Apesar do número reduzido de partidas, o Bolívar não esteve inativo. A equipe disputou a fase de grupos da Conmebol Libertadores, terminando em terceiro lugar e avançando para os playoffs da Sul-Americana. Um dos jogadores mais conhecidos do elenco boliviano é Pato Rodríguez, atacante argentino com uma forte ligação com o Brasil.
Revelado pelo Independiente e com passagem marcante pelo Santos na era de ouro ao lado de Neymar, Rodríguez se adaptou bem à Bolívia. Mesmo após deixar o futebol brasileiro há uma década, ele fixou residência em Florianópolis, mantendo um elo com o país onde construiu uma parte importante de sua carreira.
O Desafio para o Grêmio
O confronto contra o Bolívar nos playoffs da Sul-Americana se desenha como um teste interessante para o Grêmio. Enfrentar um adversário com menos ritmo de jogo, mas possivelmente mais descansado, exigirá dos gaúchos máxima concentração e a imposição do seu estilo. A capacidade do Tricolor de superar a altitude e a estratégia tática do técnico serão cruciais para avançar na competição continental.











