O meio-campista Giuliano acionou a Justiça do Trabalho contra o Corinthians. O atleta alega o descumprimento de um acordo financeiro milionário referente a depósitos de FGTS não quitados.
O Corinthians enfrenta mais um capítulo turbulento em seus bastidores financeiros. Desta vez, o protagonista da disputa jurídica é o meia Giuliano, que vestiu a camisa alvinegra entre 2021 e 2023. O jogador busca na justiça o recebimento de valores referentes a atrasos no depósito do FGTS, montante que soma mais de R$ 1 milhão após o descumprimento de um parcelamento acordado anteriormente.
A relação entre as partes, que já foi de parceria dentro das quatro linhas, desgastou-se drasticamente no campo administrativo. Em maio de 2024, o clube havia se comprometido a sanar a pendência em 16 parcelas, mas a interrupção dos pagamentos após a quinta prestação forçou o atleta a recorrer ao Poder Judiciário para garantir seus direitos trabalhistas.
O histórico do débito e as parcelas perdidas
O acordo frustrado previa um cronograma de pagamentos que não foi sustentado pela gestão financeira do Timão. De acordo com informações apuradas pela Equipe M360, o jogador solicita agora não apenas o saldo remanescente, que gira em torno de R$ 1 milhão, mas também a aplicação de juros, multa e a devida correção monetária sobre os valores retidos indevidamente pelo clube paulista.
“A interrupção do acordo firmado em maio demonstra a dificuldade crônica do Corinthians em honrar compromissos com ex-atletas, sobrecarregando o departamento jurídico com demandas de execução imediata,” analisa a Equipe M360 sobre o cenário atual.
Outras pendências no radar alvinegro
Esta nova ação judicial não é o único embate entre as partes. Giuliano também cobra do Corinthians cerca de R$ 1,5 milhão relativos a direitos de imagem pendentes. Esse valor específico já foi incluído no Regime Centralizado de Execuções (RCE), um mecanismo utilizado pelo clube para tentar organizar suas dívidas civis e trabalhistas diante da alta pressão dos credores.
A situação reflete o delicado momento de fluxo de caixa da equipe do Parque São Jorge. Enquanto o elenco busca reverter resultados esportivos em campo, a diretoria segue sendo pressionada por processos acumulados de antigos jogadores. O desfecho dessa ação pode abrir precedentes para novos pedidos de penhora ou bloqueios de receitas, complicando ainda mais o planejamento da temporada e o pagamento de salários do plantel atual.















