Senador alerta para o perigo das apostas no futebol e critica rumos da CBF.
A recente eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 serviu de estopim para um desabafo contundente do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Em pronunciamento no Senado, o parlamentar não hesitou em apontar as empresas de apostas esportivas, as populares “bets”, como um dos principais responsáveis pela crise que assola o futebol nacional. Para Girão, o Brasil se tornou um paraíso para essas empresas, que, em sua visão, afastam o torcedor genuíno, fomentam o endividamento e corroem estruturas familiares e profissionais.
A derrota para a Noruega nas oitavas de final, por 2 a 1, em Nova Jersey, foi classificada pelo senador como um reflexo de um problema mais profundo. Ele argumenta que a influência excessiva das casas de apostas no esporte mais popular do país precisa ser urgentemente revista, com um chamado direto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para repensar sua política de patrocínios e implementar medidas restritivas à atuação dessas companhias.
Um técnico brasileiro para a Seleção?
Girão também aproveitou a oportunidade para defender um retorno às origens: a volta de um técnico brasileiro para comandar a Seleção. Em um cenário onde o italiano Carlo Ancelotti está no comando, o senador enfatizou que o Brasil possui profissionais qualificados e prontos para assumir a responsabilidade. Como exemplo de competência aliada a princípios, ele citou Filipe Luís, destacando sua postura de não se associar à publicidade de empresas de apostas.
A fala do senador transcendeu o universo esportivo, abordando também a polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspensão da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia a assistolia fetal. Girão expressou forte repúdio à prática, descrevendo-a como “covarde” e questionando sua permissão no Brasil, mesmo sendo proibida em outros contextos.
O pronunciamento do senador Eduardo Girão levanta questões cruciais sobre a integridade e o futuro do futebol brasileiro. A discussão sobre o impacto das apostas esportivas e a necessidade de uma gestão mais voltada às raízes nacionais na CBF prometem render debates importantes, especialmente com a proximidade de eventos esportivos e possíveis mudanças regulatórias.












