Eliminação cruel: Turquia faz história negativa na Copa do Mundo com 62 finalizações e nenhum gol.
A Copa do Mundo reserva sempre emoções à flor da pele, mas para a Turquia, esta edição de 2026 se tornou palco de uma escrita dolorosa. A equipe, que chegava com a esperança de brilhar, amarga uma eliminação precoce após somar um número impressionante e, ao mesmo tempo, desesperador de finalizações sem sequer balançar as redes adversárias. Uma campanha marcada pela falta de pontaria que ecoa em dados históricos.
Em duas partidas disputadas, a seleção turca acumulou um total de 62 chutes a gol, um volume de jogo que, em qualquer outro cenário, renderia pontos preciosos. No entanto, a bola teimou em não entrar, transformando a eficiência em um fantasma distante. O Paraguai, com uma vitória magra por 1 a 0, carimbou o passaporte para a próxima fase, deixando os turcos em um lamento coletivo.
O fantasma do gol não marcado
A estatística é avassaladora: 62 finalizações em duas partidas, e nenhuma delas resultou em gol. Contra a Austrália, foram 30 arremates, e diante do Paraguai, mais 32 tentativas. Um domínio de posse de bola e um ímpeto ofensivo que esbarraram, invariavelmente, na falta de precisão. Os números da Opta Analyst, que acompanham o desempenho desde 1966, colocam a Turquia em um capítulo negativo jamais visto em termos de volume de chutes sem gols.
Um eco de 1966
A façanha, se é que se pode chamar assim, encontra um paralelo distante na história das Copas. Em 1966, a Itália vivenciou uma experiência semelhante. Naquela edição, os italianos somaram 19 finalizações contra a União Soviética e 32 contra a Coreia do Norte, totalizando 51 chutes sem sucesso em dois jogos, que também terminaram em derrotas por 1 a 0. Há 60 anos, a “Azzurra” amargava um jejum que agora a Turquia supera em volume.
Domínio em posse, fraqueza em gols
Os dados da Turquia nesta Copa são paradoxais. A equipe lidera, provisoriamente, em posse de bola, finalizações e, lamentavelmente, em chances claras desperdiçadas. Com um jovem talento como Arda Guler, meia de 21 anos do Real Madrid, a seleção turca ostenta uma média de 75,5% de posse de bola e 31 finalizações por partida. Contudo, 7 chances claras de gol foram desperdiçadas, evidenciando a gritante falta de efetividade.
Os números cruéis da campanha turca
A partida contra a Austrália terminou em 2 a 0 para os australianos, com a Turquia ostentando 72% de posse de bola, 30 finalizações, uma bola na trave e duas chances claras desperdiçadas. Já o duelo contra o Paraguai, que selou a eliminação, viu os turcos com 79% de posse, 32 finalizações, mais uma bola no poste e cinco chances claras perdidas. Um roteiro que se repetiu, com o mesmo desfecho desastroso.
O adeus precoce e a disputa pelo “prêmio de consolação”
Com duas derrotas em duas partidas, a Turquia está matematicamente fora da Copa do Mundo de 2026. O critério de desempate do confronto direto acabou por colocá-los atrás de seus adversários diretos no grupo D. Mesmo que vença os Estados Unidos na última rodada, o que seria um feito heroico, a equipe turca não tem mais como escapar da lanterna do grupo, já que os norte-americanos já garantiram sua classificação.
O último compromisso da Turquia na Copa será contra os Estados Unidos, na próxima quinta-feira (25), às 23h (de Brasília). Um jogo que, para os turcos, se tornou uma mera formalidade, mas que para os americanos, definirá a ordem de classificação. Ao mesmo tempo, Austrália e Paraguai se enfrentarão, decidindo quem avança como líder do grupo. Resta à Turquia a reflexão sobre um desempenho que ficará marcado, não pela glória, mas pela triste sina de ser a equipe com mais finalizações sem gol em uma Copa do Mundo.










