Técnico de Marrocos detona formato da Copa e aponta Champions como modelo ideal.
O técnico da seleção de Marrocos, Mohamed Ouahbi, não escondeu a insatisfação com o formato da Copa do Mundo de 2026, após sua equipe terminar na segunda colocação de seu grupo. A principal crítica recai sobre o sistema de mata-mata, que o levou a enfrentar a Holanda logo na primeira fase eliminatória, uma pedreira inesperada e, em sua visão, resultado de um regulamento falho.
Para Ouahbi, a expansão para 48 seleções nesta edição criou um cenário complexo, onde algumas equipes que ficaram em terceiro lugar em seus grupos acabaram sendo beneficiadas de forma injusta. Ele defende um modelo mais claro e justo para definir os confrontos e o avanço das equipes na competição.
A Champions como inspiração
O treinador marroquino sugeriu a adoção de um formato similar ao da prestigiada Champions League europeia, reconhecendo, no entanto, os desafios logísticos e comerciais que uma transposição direta traria. A ideia seria trazer mais previsibilidade e, consequentemente, mais justiça esportiva.
“O cenário ideal para mim seria jogos acontecendo simultaneamente. Não acho que exista uma solução mágica, mas talvez o formato da Champions League fosse um caminho”, declarou o técnico, buscando um paralelo com o torneio de clubes mais badalado do mundo.
A amargura da incerteza
Ouahbi ressaltou que a indefinição quanto à classificação de terceiros colocados gera uma “pílula amarga de engolir”. Ele citou o exemplo da Escócia, que precisou aguardar resultados de outros grupos para saber seu destino, enquanto outras seleções já tinham metas claras em campo. Essa incerteza, para o técnico, prejudica o espetáculo e a competitividade.
A visão de Mohamed Ouahbi expõe um debate necessário sobre a evolução dos formatos das grandes competições. A Copa do Mundo, palco máximo do futebol, clama por ajustes que garantam um equilíbrio ainda maior, honrando o mérito esportivo e a paixão que move milhões de torcedores ao redor do planeta. O caminho para um torneio mais justo e emocionante pode ter começado com as críticas vindas de Marrocos.













