O meia Lucas Paquetá vive o dilema de não conquistar troféus de expressão pelo Flamengo após nova eliminação traumática na Libertadores, marcando um retorno frustrante ao clube carioca.
A relação entre Lucas Paquetá e o Flamengo atravessa um momento de profunda melancolia. O retorno do jogador ao clube em 2026, cercado por uma expectativa quase messiânica de glórias, esbarrou em um obstáculo familiar: a falta de títulos expressivos. A recente queda diante do Estudiantes, da Argentina, nas semifinais da Copa Libertadores, serviu como um amargo lembrete de que o roteiro, por vezes, insiste em se repetir.
A eliminação, selada nas penalidades máximas dentro do Maracanã, evidenciou a fragilidade emocional e técnica do elenco em momentos decisivos. O meia, que assumiu a missão de substituir o ídolo Arrascaeta, não conseguiu evitar o desfecho negativo, deixando o gramado com o peso de uma derrota que amplia um jejum de conquistas continentais e nacionais de maior peso em sua trajetória com o Manto Sagrado.
O peso da responsabilidade e o histórico de frustrações
O histórico do jogador com a camisa rubro-negra é pontuado por grandes atuações, mas acompanhado por uma série de “quase”. Em sua primeira passagem, o trauma da final da Sul-Americana de 2017 contra o Independiente ainda ecoa. Mesmo com um gol marcado no jogo decisivo, o título escapou entre os dedos, consolidando o início de uma marca negativa que o acompanha até hoje, somada ao vice-campeonato da Copa do Brasil de 2017 contra o Cruzeiro.
Em 2026, a narrativa de redenção buscada pelo atleta foi minada por uma sequência de tropeços. O Flamengo acumulou reveses precoces na temporada, perdendo a Supercopa do Brasil para o Corinthians e a Recopa Sul-Americana para o Lanús. Embora a conquista do Campeonato Carioca contra o Fluminense tenha trazido um alívio temporário, o objetivo principal, que era o topo da América, terminou em lágrimas.
“Tristeza total. Fizemos o nosso melhor, dei o meu máximo, mas falhei quando não podia falhar. Dói muito, sim. Me preparei muito para esse momento, infelizmente não consegui ajudar. Agora é tentar digerir, nem sei dizer. Pedir desculpas à Nação. Continuar trabalhando para fazer melhor na competição que temos para disputar”
Olhar para o futuro no Brasileirão
A eliminação na Libertadores exige uma resposta imediata do elenco comandado pela comissão técnica. Com o ambiente pressionado, o foco de Lucas Paquetá e seus companheiros se volta inteiramente para o Campeonato Brasileiro. A necessidade de reabilitação é urgente, especialmente para recuperar a confiança da torcida após o desempenho abaixo das expectativas no torneio continental.
O próximo compromisso acontece nesta segunda-feira (26), quando o Flamengo recebe o Atlético-MG no Maracanã. O duelo, válido pelo certame nacional, será o primeiro passo para o grupo tentar cicatrizar as feridas da eliminação e buscar uma reta final de temporada mais digna, com o meio-campista tentando, finalmente, colocar o seu desempenho individual a serviço de resultados mais sólidos e vitoriosos.








