Athletico e Coritiba seguem com salários em dia em meio a crise financeira que afeta metade dos clubes da Série A.
Apesar da boa fase financeira da dupla paranaense, o futebol brasileiro enfrenta um cenário de contradições. Clubes nunca ganharam tanto dinheiro, mas ao mesmo tempo acumulam dívidas com seus atletas. A situação levou alguns times a sofrerem punições severas, como transfer bans impostos pela FIFA.
A pesquisa, divulgada pelo jornalista Jorge Nicola no portal R7, revela que dez dos vinte clubes da elite do futebol nacional estão com pagamentos atrasados. Dívidas de salários, direitos de imagem e luvas se tornaram um problema recorrente, impactando a gestão e o planejamento esportivo.
Clubes em Dia Contrastam com a Realidade Financeira
Em meio a um cenário preocupante, Athletico e Coritiba se destacam positivamente. Ambos os clubes mantêm os pagamentos de seus elencos em dia, figurando entre os dez times da Série A que cumprem suas obrigações financeiras com os jogadores.
A lista de clubes com as contas em dia inclui ainda Bahia, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Mirassol, Palmeiras, Red Bull Bragantino e Remo. O Vitória também aparece bem posicionado, com uma única pendência judicial com o goleiro Gabriel Vasconcelos.
Gigantes do Futebol Brasileiro Enfrentam Dívidas Expressivas
Em contrapartida, grandes clubes como Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Internacional, São Paulo, Santos e Vasco enfrentam sérias dificuldades financeiras, com contas em aberto com seus jogadores.
A situação é tão crítica que alguns desses clubes já sofreram transfer bans da FIFA. O Botafogo, por exemplo, acumula sete punições por dívidas que ultrapassam os R$ 200 milhões, enquanto o Corinthians tem três proibições de registrar atletas. São Paulo e Santos também foram impedidos de contratar novos jogadores devido a pendências financeiras.
Cenário na Série B e Falta de Efetividade das Medidas
O cenário na Série B do Campeonato Brasileiro também reflete a crise, com onze dos vinte clubes apresentando atrasos em pagamentos. No entanto, Operário e Londrina seguem o exemplo da dupla paranaense, com os pagamentos em dia.
A criação de uma agência de Fair Play Financeiro, implementada em 2026 para fiscalizar os clubes, até o momento não surtiu o efeito desejado na resolução do problema das dívidas no futebol nacional.
O contexto financeiro complexo do futebol brasileiro demanda atenção e novas estratégias para garantir a sustentabilidade dos clubes a longo prazo. A gestão financeira responsável e o cumprimento das obrigações com os atletas são cruciais para a saúde do esporte no país.















