Lionel Messi se despede da Seleção Argentina em grande estilo, relembrando curiosamente sua antiga promessa de assistir a um jogo do Flamengo no Maracanã.
A trajetória de Lionel Messi com a camisa da Seleção Argentina ganhou seu capítulo final nesta terça-feira (06). Em uma celebração emocionante no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, o craque liderou os hermanos na vitória por 3 a 0 sobre a Seleção de Benin, acumulando mais um gol e duas assistências na carreira.
Enquanto o mundo do futebol volta os olhos para a aposentadoria internacional do ídolo, torcedores rubro-negros resgatam uma antiga conexão entre o camisa 10 e o Flamengo. Embora nunca tenha atuado oficialmente nos gramados brasileiros contra o Mais Querido, o craque argentino já demonstrou carinho pelo clube carioca no passado.
A relação indireta nasceu em 2007, quando o Flamengo oficializou a contratação do atacante Maxi Biancucchi, primo de Messi. Na época, o jovem astro recém-revelado pelo Barcelona celebrou a transferência do familiar para o futebol brasileiro, destacando a grandeza da instituição rubro-negra para a imprensa internacional.
A promessa ao Maracanã e o legado de Maxi
Em entrevista concedida ao periódico esportivo Olé, o campeão mundial em 2022 externou sua satisfação com o novo passo na carreira do primo e revelou planos ambiciosos de visitar o Rio de Janeiro.
Messi afirmou:
Estou feliz porque ele está feliz. Vai para um grande clube do Brasil, conhecido em todo o mundo
Naquela ocasião, o craque chegou a sinalizar o desejo de marcar presença nas arquibancadas do Maracanã para apoiar o familiar, agenda que acabou não se concretizando devido à rotina intensa na Europa. Enquanto isso, Maxi Biancucchi defendeu o rubro-negro entre 2007 e 2009, somando 69 partidas, sete gols e participações fundamentais nas conquistas do Campeonato Brasileiro de 2009 e dos Campeonatos Cariocas de 2008 e 2009.
Emoção e show em Buenos Aires
A despedida oficial da Argentina foi marcada por lágrimas durante a execução do hino nacional e homenagens visuais no gramado. Com a bola rolando, o primeiro tempo exigiu paciência da equipe sul-americana, mas a etapa inicial parou por um minuto aos dez minutos para aplausos calorosos ao camisa 10.
No segundo tempo, o talento do craque falou mais alto na vitória por 3 a 0. O ídolo cobrou o escanteio que resultou no gol de Nicolás Otamendi, serviu Nico Paz para o segundo tento — alcançando a marca de 70 assistências pela seleção — e fechou a conta convertendo uma penalidade com cavadinha no ângulo, anotando seu 126º gol vestindo as cores alvicelestes.
O encerramento do ciclo de Lionel Messi pela Albiceleste consolida uma era dourada no esporte global. Para os apaixonados pelo futebol sul-americano, fica a lembrança de que o maior jogador da geração contemporânea nutria simpatia pela mística do Maracanã e pela grandeza do futebol brasileiro.













