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João Canalha crava: África rouba protagonismo europeu após surpresa de Cabo Verde
João Canalha comentou o jogo entre Argentina e Cabo Verde - Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
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O desempenho épico de Cabo Verde contra a Argentina na Copa do Mundo 2026 acendeu um alerta: o futebol africano desafia o domínio europeu e redefine o favoritismo mundial.

A classificação da Argentina para as quartas de final da Copa do Mundo 2026 foi cercada de polêmicas e alívio, longe da tranquilidade que muitos esperavam. Em um duelo emocionante contra a valente seleção de Cabo Verde, a atual campeã mundial só conseguiu assegurar a vaga na prorrogação, após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. O resultado, que deixou o planeta futebol boquiaberto, foi o estopim para uma análise contundente do comentarista João Canalha.

Durante o programa Fórum na Copa, o jornalista foi enfático ao afirmar que a narrativa de superioridade das potências tradicionais está sendo desafiada. Para Canalha, o jogo de Cabo Verde não foi apenas um acaso, mas a prova de que o futebol africano está roubando, gradativamente, o protagonismo que antes era exclusividade das seleções europeias.

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A resistência cabo-verdiana

Para o comentarista, a postura de Cabo Verde durante todo o torneio foi um tapa na cara dos céticos. A seleção africana manteve uma consistência notável ao longo da competição, chegando às oitavas com uma invencibilidade impressionante.

“O legado de Cabo Verde não podia ser mais expressivo. Para quem não botava nenhuma fé, achando que eles seriam goleados e voltariam já na primeira fase para casa, eles jogaram quatro jogos de noventa minutos e empataram os quatro.”

Polêmicas e a sombra de Messi

Além da análise tática, João Canalha não poupou críticas à arbitragem no lance do gol argentino. A cobrança de falta de Lionel Messi, realizada antes da autorização para a organização da barreira pelo goleiro Vozinha, foi classificada como um erro inaceitável.

“Se o goleiro está organizando a formação da barreira, o árbitro tem a obrigação de esperar. Isso é uma regra tácita do futebol. Não pode fazer grandes intervenções, mas essa da barreira realmente é vergonhosa.”

O jornalista também pontuou que, apesar da vitória, a dependência crônica da Argentina em relação a Lionel Messi continua sendo um fator de risco. Embora considere os argentinos um “ponto de interrogação”, Canalha prefere a cautela, lembrando que gigantes como França, Espanha e Portugal ainda buscam seu melhor futebol. O cenário da Copa do Mundo 2026 segue aberto, com o futebol africano reafirmando sua força e provando que, no gramado, a camisa pesa cada vez menos diante da disciplina e do talento emergente.

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