Internacional acumula R$ 117 milhões em dívidas de transferências e enfrenta risco de novos bloqueios na Fifa.
O Internacional está em uma situação financeira delicada no que diz respeito às suas movimentações no mercado de transferências. Desde 2021, o clube acumula um débito de impressionantes R$ 117 milhões em transações de jogadores. Deste montante, R$ 56 milhões já venceram e exigem quitação imediata, enquanto outros R$ 61 milhões representam compromissos futuros.
Essa situação alarmante foi detalhada durante uma reunião do Conselho Deliberativo do clube, onde ficou evidente que as pendências envolvem não apenas órgãos nacionais como a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), mas também a entidade máxima do futebol mundial, a Fifa. Além disso, o clube lida com disputas cíveis e trabalhistas que se somam às dívidas de transferências.
Aprofundamento das Dívidas e Processos Futuros
O cenário financeiro do Colorado não para por aí. Para além dos débitos de transferências, o Internacional projeta outros R$ 202 milhões em passivos financeiros para os próximos dois anos. Essa projeção agrava a preocupação com a saúde financeira do clube a médio e longo prazo.
Adicionalmente, o clube gaúcho se encontra no centro de outros cinco processos em andamento. Estas ações judiciais estão relacionadas às negociações dos atletas Juninho (atualmente no Midtjylland, da Noruega) e Ramon (do Olympiacos, da Grécia). O valor total envolvido nesses processos somados é de 6,4 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 38 milhões pela cotação atual. Vale notar que a gestão atual já efetuou o pagamento de R$ 300 milhões em valores de reforços anteriores ao seu mandato, que se iniciou antes de 2021.
Transfer Bans e Necessidade de Arrecadação Urgente
A gravidade da situação já se reflete em sanções impostas pela Fifa. Em setembro, o Inter sofreu seu segundo transfer ban em menos de um mês. Essa punição impede o clube de registrar novos jogadores durante três janelas de transferências, limitando drasticamente suas opções de reforço e planejamento esportivo.
Diante deste quadro, o presidente Alessandro Barcellos comunicou aos conselheiros e pré-candidatos a necessidade urgente de arrecadar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões até o final de dezembro. O objetivo primordial é honrar os compromissos financeiros do clube e evitar novas penalidades, buscando a estabilidade necessária para a continuidade das atividades e a manutenção da competitividade. A capacidade do clube em gerar receita e renegociar suas dívidas será crucial para superar este momento crítico.












