Mesmo com a eliminação precoce na Copa do Mundo 2026, a MLS reafirma o potencial dos Estados Unidos como um dos maiores mercados de futebol do planeta.
Apesar de a seleção dos Estados Unidos não ter chegado onde o torcedor sonhava na Copa do Mundo, o otimismo em torno da modalidade no país vive seu auge. Para Don Garber, comissário da Major League Soccer, o torneio serviu como a prova definitiva de que o solo americano é um verdadeiro “mercado de ouro” para o futebol global.
Em entrevista recente, o dirigente destacou que o evento superou todas as metas, tanto no engajamento dos fãs quanto na organização, consolidando o futebol de vez no cenário esportivo principal dos EUA. O reflexo disso pôde ser visto na televisão: a eliminação americana para a Bélgica quebrou recordes, tornando-se o jogo de futebol mais assistido da história da TV no país.
Estratégia para o futuro
O impacto da Copa do Mundo 2026 foi o gatilho que a MLS precisava para acelerar seus planos.
Com a campanha “Obrigado, Mundo, Nós Assumimos Daqui”, a liga busca converter a audiência casual em torcedores fiéis dos clubes locais.
Um dos passos mais ousados será a mudança do calendário: a partir de 2027, a temporada passará a seguir o padrão europeu, facilitando a transição de jogadores e o alinhamento com o mercado internacional.
“Este é o mercado de ouro para o futebol globalmente”, declarou Garber.
Com investimentos que já superam os 11 bilhões de dólares em infraestrutura e 30 franquias espalhadas pelo território, a liga quer provar que o país não é apenas um destino de passagem para estrelas em fim de carreira, mas um ecossistema sólido e competitivo.
Desafios e o próximo passo
Nem tudo, contudo, é feito de números positivos. O comissário admite que o sistema de formação de atletas precisa evoluir. O antigo modelo de “pagar para jogar” ainda é um entrave para o desenvolvimento de jovens talentos e limita o acesso de muitas comunidades ao esporte. Para combater isso, a MLS aposta na expansão da MLS Next Pro, unindo forças com parceiros estratégicos como a KKR para levar o futebol profissional a mais de 100 cidades que ainda não possuem clubes.
Embora gigantes europeus continuem atraindo a atenção dos americanos, a visão de Garber é otimista. Para ele, o interesse pelo futebol internacional — como o sucesso de Erling Haaland — não canibaliza a MLS. Pelo contrário: a paixão pelo jogo está criando um ambiente onde o fã pode acompanhar seu clube europeu pela manhã e viver uma experiência inesquecível no estádio do time da sua cidade à tarde. O futebol, enfim, fincou raízes profundas na terra do Tio Sam.








