O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio figura entre os favoritos da Fifa para comandar a grande final da Copa do Mundo, após uma trajetória consistente nos gramados americanos.
A reta final da Copa do Mundo reserva uma expectativa especial para o torcedor brasileiro. Embora a Seleção Brasileira já tenha se despedido do sonho do hexacampeonato, a representatividade do país pode estar garantida no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O árbitro Wilton Pereira Sampaio, do quadro da CBF, aparece com força total entre os cotados pela Fifa para conduzir a decisão do torneio.
A eliminação precoce do Brasil, ironicamente, abriu portas para Wilton. Pelas normas da entidade máxima do futebol, juízes são impedidos de atuar em finais caso sua nacionalidade coincida com a de uma das seleções finalistas. Com o caminho livre, o brasileiro colhe os frutos de uma atuação impecável ao longo das semanas de competição, conquistando a confiança dos avaliadores da arbitragem internacional.
Um desempenho de elite
A credibilidade de Wilton Pereira Sampaio foi construída partida a partida. Ele esteve no centro de momentos decisivos, começando pela abertura entre África do Sul e México, passando pelo confronto entre Noruega e Senegal, até chegar à pressão das oitavas de final entre Holanda e Marrocos.
A sequência de escalas é um indicativo claro de que o brasileiro é considerado um dos nomes mais técnicos e estáveis do quadro da Fifa. Em um mundial de alto nível, a precisão nas decisões tem sido fundamental para que ele permaneça na lista restrita de candidatos ao apito final.
A concorrência pelo apito de ouro
A disputa pela vaga na final é acirrada. Ao todo, 13 árbitros de cinco confederações diferentes continuam na briga. Representando a Conmebol, ao lado de Wilton, está o venezuelano Jesús Valenzuela. Nomes fortes da Uefa, como o experiente Szymon Marciniak, também compõem o grupo que aguarda a definição dos finalistas para a escolha definitiva.
A alta taxa de acertos e a postura serena em jogos de tensão máxima colocaram o brasileiro em um patamar privilegiado, sendo visto pela cúpula da arbitragem como um profissional de confiança para o jogo mais importante do planeta.
Olhos voltados para a decisão
O cenário que se desenha para o próximo dia 19 de julho carrega um peso enorme de responsabilidade. Para o futebol nacional, ver um brasileiro comandando a final da Copa do Mundo seria o reconhecimento da capacidade técnica dos nossos árbitros, mesmo diante de um ciclo de críticas constantes no cenário doméstico. Resta aguardar a definição dos dois finalistas para saber se Wilton Pereira Sampaio será o nome escolhido para encerrar o ciclo mundialista com a responsabilidade de mediar a disputa pela taça mais cobiçada do mundo.








