Cinco governadores eleitos no 1º turno declararam torcida pelo Flamengo, tornando o clube o mais representado entre os chefes do executivo estadual.
O cenário político brasileiro, definido em grande parte no primeiro turno das eleições, revela um dado curioso e bastante simbólico: o futebol.
Entre os 20 governadores eleitos de forma direta no último domingo, cinco deles compartilham a paixão pelo Flamengo, consolidando o clube rubro-negro como o mais citado neste grupo.
Este resultado é um indicativo de como a identidade regional e nacional se entrelaça com a paixão esportiva, mesmo em um espectro político diversificado.
A torcida flamenguista eleita se estende por diferentes regiões do país, atravessando partidos com trajetórias políticas distintas.
Essa representatividade demonstra a capilaridade do clube e sua força como símbolo, capaz de unir indivíduos de diferentes espectros ideológicos sob a mesma bandeira.
Flamengo lidera o pódio entre os governadores eleitos
A contagem revela que o Flamengo se destaca com cinco governadores.
No Nordeste, a paixão rubro-negra é representada por Eduardo Braide (PSD) no Maranhão, Lucas Ribeiro (Progressistas) na Paraíba e Rafael Fonteles (PT) no Piauí.
Completando o quinteto, estão Eduardo Riedel (Progressistas) em Mato Grosso do Sul e o recém-reeleito em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A diversidade partidária é notável, com os cinco governadores pertencendo a quatro siglas diferentes: PSD, Progressistas, PT e Republicanos.
Essa mescla mostra que o amor pelo clube transcende alianças políticas.
Grêmio e outros clubes dividem as preferências
Na segunda posição, o Grêmio aparece com dois governadores.
Zucco (PL) foi eleito no Rio Grande do Sul, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos), natural do estado, conquistou o governo de Mato Grosso.
Os demais clubes mencionados na lista recebem uma representação cada.
A relação mistura gigantes do futebol nacional, como Palmeiras, Santos e Cruzeiro, com tradicionais equipes regionais como Remo, Paysandu, Santa Cruz, Vitória, Ceará, Goiás, Figueirense e Confiança.
Há também casos de paixões divididas.
Lucas Ribeiro, por exemplo, tem seu coração dividido entre o Flamengo e o Campinense.
Já Arthur Henrique (PL), eleito em Roraima, torce para o São Raimundo-RR e o Palmeiras.
O único governador que não declarou explicitamente seu time foi JHC (PSDB), de Alagoas.
Tarcísio de Freitas leva o Flamengo ao maior colégio eleitoral do país
O caso de maior repercussão é o de Tarcísio de Freitas.
Carioca e com sua reeleição garantida em São Paulo, o governador agora lidera o maior colégio eleitoral do Brasil, onde o futebol é disputado intensamente por clubes locais e nacionais.
A liderança rubro-negra entre os governadores eleitos neste primeiro turno ecoa o cenário da eleição anterior, quando o Flamengo já se destacava.
Este fato reforça a forte conexão entre o esporte e a representatividade política em diversas esferas do país.
Reta final para o mapa completo das preferências clubísticas
Vale lembrar que a contagem ainda pode se modificar com o segundo turno em sete estados: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Apenas após a definição completa, em 25 de outubro, o mapa total das preferências clubísticas dos 27 governadores eleitos estará consolidado.














