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Fifa desiste de vender ações da Copa após divisões internas

Fifa desiste de vender ações da Copa após divisões internas
Gianni Infantino, presidente da Fifa, discursa em encontro com Donald Trump — Foto: Evan Vucci TPX IMAGES OF THE DAY/REUTERS
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Gianni Infantino recua e cancela projeto bilionário de privatização das competições da Fifa após forte pressão política de confederações europeias e das Américas.

A proposta de transformar o modelo de gestão da Fifa sofreu um revés definitivo nesta sexta-feira. Em uma manobra estratégica que durou apenas três dias, o presidente da entidade, Gianni Infantino, abandonou oficialmente o plano de criar uma empresa privada para gerir ativos de torneios de elite, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

O projeto, que visava injetar cerca de US$ 4,2 bilhões nos cofres da organização através da venda de participações minoritárias, encontrou um cenário de hostilidade imediata. A rapidez com que as principais confederações globais se articularam contra a medida forçou a alta cúpula da entidade a reconhecer que a viabilidade política da proposta era insustentável.

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Pressão e isolamento político

O clima nos bastidores do futebol mundial tornou-se tenso logo após o anúncio da ideia. A UEFA liderou o movimento de oposição de forma contundente, ameaçando um boicote severo caso a entidade seguisse com o plano. A Concacaf, representante das Américas do Norte e Central, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também sinalizaram resistência, isolando o projeto antes mesmo da votação formal entre as 211 associações filiadas.

Em nota oficial divulgada pela Fifa, a gestão justificou a desistência alegando que o clima de discórdia superou os benefícios financeiros pretendidos:

Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da Fifa apoiasse. Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar.

Impacto no futuro da entidade

O recuo de Gianni Infantino evita uma crise institucional sem precedentes em um momento crucial, próximo à organização de eventos de grande porte. A tentativa de capitalizar o futebol através de braços privados continua sendo um tema sensível, e o episódio deixa claro que qualquer mudança estrutural na Fifa exigirá um consenso prévio muito mais sólido com as federações continentais.

Por enquanto, o comando da entidade deve manter o formato de gestão atual, enquanto observa a repercussão do desgaste político gerado por essa tentativa frustrada. O episódio reforça a influência decisiva da UEFA e outras confederações nas grandes decisões da casa que rege o esporte mais popular do planeta.

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