Fifa realoca voluntários para áreas VIP, em medida para sanar problema de imagem com arquibancadas vazias na Copa de 2026.
O cenário de arquibancadas que contrastam com a grandiosidade de uma Copa do Mundo tem gerado apreensão na Fifa. Após imagens de setores vazios terem marcado os primeiros dias do torneio em 2026, a entidade máxima do futebol buscou uma solução criativa e, para muitos, surpreendente: a Fifa decidiu preencher esses espaços com seus próprios voluntários. A iniciativa, que visava principalmente conter os danos à imagem da organização, acabou chamando a atenção e gerando debates.
A estratégia se tornou notória durante o confronto entre Holanda e Japão. Dezenas de voluntários, facilmente identificáveis por seus coletes verdes fluorescentes, foram acomodados em assentos localizados atrás dos gols. Essas áreas, que haviam sido os principais focos de crítica no jogo anterior entre Coreia do Sul e República Tcheca, são justamente as mais exclusivas dentro dos estádios, destinadas a convidados especiais e patrocinadores, e não disponíveis para venda ao público.
## O Problema da Baixa Presença de Público
A partida entre sul-coreanos e tchecos evidenciou um dos maiores desafios da Copa do Mundo de 2026: a dificuldade em atrair público para jogos com seleções de menor apelo internacional. As imagens de diversos setores do estádio praticamente vazios, especialmente as áreas premium, causaram grande desconforto à organização. Segundo dados oficiais da própria Fifa, foram registrados 1.364 assentos desocupados naquele jogo, o número mais expressivo desde o início da competição.
Este episódio reacendeu a discussão sobre a viabilidade de um torneio com 48 seleções, amplamente criticado antes mesmo de sua abertura. A entidade, por sua vez, tem mantido sua posição, defendendo que os números oficiais de público são baseados na contagem de ingressos escaneados e espectadores presentes.
## Reconhecimento ou Solução de Crise?
A Fifa divulgou em suas plataformas digitais vídeos mostrando o momento em que os voluntários foram informados sobre a oportunidade de assistir ao jogo de camarote. A ação foi oficialmente apresentada como um reconhecimento pelo trabalho árduo e dedicação dos voluntários durante o torneio.
No entanto, o contexto por trás dessa decisão é inegavelmente ligado à necessidade de evitar a repetição de imagens constrangedoras. A utilização de voluntários nesses espaços privilegiados, que normalmente são inacessíveis ao público em geral, surtiu o efeito desejado de preencher os assentos e minimizar o impacto visual negativo.
“Os números oficiais de público refletem a quantidade de ingressos escaneados e espectadores presentes no estádio”, declarou a entidade em nota oficial, reforçando seu método de contagem, mas sem detalhar as medidas tomadas para solucionar o problema das arquibancadas vazias.
O desdobramento dessa estratégia para os próximos jogos da Copa do Mundo de 2026 ainda é incerto. Enquanto a Fifa busca equilibrar a logística de um torneio expandido com a expectativa de estádios cheios, a criatividade em utilizar seus próprios recursos para manter uma boa imagem em campo se tornou um dos assuntos mais comentados fora das quatro linhas. A paixão pelo futebol, representada em campo e na arquibancada, é o que move o esporte, e a organização precisa garantir que essa chama esteja sempre acesa, para todos os amantes do esporte.










