A Fifa alerta para um crescimento alarmante de ofensas racistas e ataques virtuais durante a Copa do Mundo de 2026, registrando um aumento expressivo de casos em relação ao último mundial.
A Copa do Mundo de 2026, realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, enfrenta um adversário fora das quatro linhas que mancha o espetáculo do futebol. O Serviço de Proteção em Mídias Sociais (SMPS) da Fifa revelou nesta quarta-feira (1º) dados preocupantes: foram identificadas 89.000 publicações de teor injurioso apenas na fase de grupos, com uma parcela significativa composta por crimes de racismo.
Com o aumento do número de seleções participantes, subindo de 32 para 48, a entidade intensificou o monitoramento. No entanto, o volume de ódio online superou as expectativas, atingindo um patamar que exige medidas enérgicas para proteger a integridade física e psicológica de jogadores, treinadores e árbitros.
O avanço do ódio nas redes
Os números divulgados são contundentes. Em comparação à edição de 2022, no Catar, o volume de publicações hostis cresceu treze vezes, saltando de 6.700 para 89.000 registros. Entre esse total, 11% são ataques de cunho racista, consolidando-se como a maior categoria de ofensas identificadas pela organização.
“As ofensas racistas estão em crescimento e se tornaram uma ameaça persistente ao bem-estar dos jogadores”, declarou o SMPS em nota oficial.
Impacto direto no campo
O cenário de hostilidade não poupa sequer os momentos decisivos das partidas. Após o confronto entre Países Baixos e Marrocos, válido pelos 16-avos de final, os jogadores holandeses Crysencio Summerville, Justin Kluivert e Quinten Timber foram alvos de ataques criminosos nas redes sociais após perderem cobranças de pênaltis. O episódio reforça a necessidade urgente de combater a impunidade digital.
Para conter esse avanço, a Fifa já ocultou mais de 181.000 comentários ofensivos e iniciou investigações profundas contra cerca de mil usuários. Enquanto a bola rola nos estádios, a luta por um ambiente seguro para o futebol — movido por Raça, Amor e Paixão — segue como um desafio fundamental para a continuidade deste mundial, que ainda terá mais de 30 partidas até a grande final.












