A Conmebol oficializou a implementação de rigorosas regras “anti-cera” nas competições continentais. As mudanças, que visam aumentar o tempo de bola rolando, estreiam já no retorno da Libertadores e Sul-Americana.
O futebol sul-americano entra em uma nova era de agilidade a partir deste mês de julho. Em um movimento estratégico para elevar o nível do espetáculo, a Conmebol confirmou que adotará as diretrizes de arbitragem testadas na Copa do Mundo, com foco direto no combate à “cera” e na redução de interrupções que tanto irritam o torcedor apaixonado.
As novas normas, ratificadas pela IFAB (International Football Association Board), buscam garantir que a bola fique em jogo por mais tempo. A medida impacta diretamente o desenrolar da fase decisiva da Libertadores e da Sul-Americana, trazendo um desafio extra para os clubes que costumam utilizar o “crono-gerenciamento” para segurar resultados.
Adeus ao antijogo
A principal mudança está no controle cronometrado. A partir de agora, o árbitro terá autonomia para punir a lentidão em cobranças de lateral e tiros de meta. Se a bola não for reposta em campo no prazo de cinco segundos, a punição será severa: a reversão do arremesso lateral ou, no caso do tiro de meta, a concessão de um escanteio ao adversário.
Além disso, o tempo de substituição foi limitado a 10 segundos. Caso o atleta que será substituído demore a deixar o gramado, o seu substituto só poderá entrar em campo após um minuto de atraso, deixando a equipe com um jogador a menos temporariamente.
“A adoção destas medidas visa melhorar a fluidez das partidas, reduzir as interrupções e reforçar o comportamento desportivo dos participantes”, reforçou a entidade em seu comunicado oficial.
O que ficou de fora
Apesar das inovações, nem todas as recomendações da IFAB foram abraçadas pela Conmebol. A entidade optou por não implementar, neste momento, a chamada “Lei Vini Jr.”. A regra, que prevê a expulsão direta de qualquer atleta que cubra a boca durante discussões com rivais, foi idealizada após episódios de racismo envolvendo o craque brasileiro, mas não fará parte do regulamento continental por enquanto.
Mais agilidade com a tecnologia
Outro ponto que promete gerar polêmica, mas também maior justiça, é a ampliação da atuação do VAR. O árbitro de vídeo agora terá liberdade para interferir em lances rápidos de escanteio ou tiro de meta, sem a obrigação de se deslocar até o monitor à beira do campo, além de poder revisar possíveis erros em expulsões por segundo cartão amarelo.
Essas alterações reforçam o compromisso da Conmebol com a modernização do futebol na América do Sul. Para o torcedor, fica a expectativa de ver jogos mais dinâmicos e menos truncados nas próximas fases das competições mais importantes do continente. Resta saber como as equipes se adaptarão à pressão do relógio nos momentos decisivos dos jogos de volta.












