CBF arca com despesas de cartolas para acompanhar estreia do Brasil na Copa do Mundo nos EUA e discutir futuro das ligas.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está promovendo uma viagem com todos os custos pagos para os dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. O objetivo principal é que eles assistam à estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo contra Marrocos, no dia 13 de junho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. A iniciativa, que inclui passagens, hospedagem e alimentação, repete um modelo já aplicado pela entidade em outras ocasiões, como na viagem à Europa em janeiro de 2026.
Reunião estratégica em Nova York
O grupo de cartolas ficará hospedado em Nova York, a aproximadamente 40 minutos do centro de treinamento da Seleção em Morristown, Nova Jersey. Apesar da proximidade, não há previsão de interação direta entre os dirigentes e os jogadores. A CBF, procurada, optou por não detalhar a programação completa da comitiva nos Estados Unidos. Paralelamente à presença na Copa, está agendada uma reunião crucial para discutir o futuro do futebol brasileiro, com pauta voltada para o fair play financeiro e a consolidação da liga única.
Avanços na formação da liga única
A CBF tem liderado as negociações para a criação de um bloco unificado, buscando a convergência entre os atuais grupos Libra e Futebol Forte União (FFU). Embora o fair play financeiro já tenha sido implementado, a CBF identificou a necessidade de esclarecer dúvidas de alguns dirigentes sobre seu funcionamento. A presença de nomes como Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que também pretende assistir ao jogo em seu avião particular, demonstra o peso desses encontros.
Intercâmbio com ligas americanas
Um dos pontos altos da programação será a troca de experiências com representantes da Major League Soccer (MLS), a liga de futebol dos Estados Unidos, e de outras ligas esportivas americanas. O objetivo é absorver lições sobre governança, gestão e marketing que possam ser aplicadas na construção e no aprimoramento de uma liga nacional no Brasil. Essa iniciativa segue a linha de “imersões internacionais” promovidas pela CBF, que já levaram dirigentes e federações para conhecerem modelos de excelência na Europa.









