Em busca da formação ideal, Carlo Ancelotti fará sua 15ª alteração na escalação da Seleção Brasileira em 15 jogos, mantendo a incerteza antes do duelo contra a Escócia.
A Seleção Brasileira desembarca em Miami nesta quarta-feira com uma marca curiosa e, para muitos, preocupante: sob o comando de Carlo Ancelotti, o time titular nunca foi repetido em 15 partidas. O confronto contra a Escócia, válido pelo Grupo C da Copa do Mundo, coloca mais uma vez à prova a busca incessante do técnico italiano por um encaixe tático que ainda parece distante de uma definição absoluta.
O ineditismo da escalação desta noite é forçado, em parte, por um revés médico. A lesão muscular de Raphinha, que o afastará dos gramados por até três compromissos, interrompeu o desejo de continuidade após a sólida vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. Com a ausência do ponta, o setor direito terá de ser reconstruído às pressas, trazendo um novo desafio para o equilíbrio do elenco na competição.
A dança das cadeiras no setor ofensivo
A substituição de Raphinha é o retrato fiel do ciclo de Ancelotti. Luiz Henrique desponta como o favorito para assumir a titularidade, embora Rayan tenha sido testado nos treinos em Nova Jersey e possa surgir como uma cartada surpreendente. De qualquer forma, o setor direito terá uma parceria inédita, forçando o lateral Danilo a se adaptar a um novo companheiro de corredor em pleno palco mundialista.
“Ideia é manter o que fizemos contra o Haiti, gostei da partida”, afirmou o comandante italiano durante a coletiva de imprensa realizada antes do embate.
Evolução tática e a busca pelo 9
A transição do 4-2-4 para o 4-3-3 marca a tentativa de maior consistência no meio-campo, estratégia endossada por pilares como Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. Este último, inclusive, tornou-se peça fundamental após superar dúvidas sobre sua convocação, ganhando protagonismo na nova estrutura tática que, segundo o atleta, trouxe maior superioridade ao setor de armação.
Entretanto, a posição de centroavante segue como a grande interrogação da “Era Ancelotti“. Desde a ausência de Richarlison até a alternância entre João Pedro, Igor Thiago e a atual aposta, Matheus Cunha, o treinador demonstra que ainda experimenta perfis diferentes na tentativa de encontrar o homem-gol que dê a estabilidade necessária ao ataque.
O fator Neymar e a longevidade de Casemiro
Enquanto a base do time oscila, Casemiro permanece como o único fio condutor quase inabalável, tendo sido titular em 13 dos 14 jogos anteriores. O equilíbrio defensivo, que também conta com Marquinhos sempre que disponível, é o que sustenta as variações à frente. Para a torcida, a esperança recai agora sobre o retorno de Neymar. Recuperado de uma lesão na panturrilha, o craque começa no banco, com expectativa de ganhar minutos em campo e, quem sabe, dar o tempero que falta a este processo de construção.
A provável escalação para enfrentar a Escócia, às 19h (horário de Brasília), deverá ser: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique (ou Rayan), Matheus Cunha e Vini Jr. O torcedor, movido pelo sentimento de Raça, Amor e Paixão, espera que a 15ª tentativa seja, finalmente, o passo firme rumo ao título.










