Com mudanças táticas de Carlo Ancelotti no meio-campo, a Seleção Brasileira goleia a Austrália de virada, mostrando evolução e superando a má impressão inicial.
Em um confronto eletrizante na cidade de Brisbane, a Seleção Brasileira demonstrou notável poder de reação ao vencer a Austrália por 4 a 2, em amistoso que marcou uma importante guinada tática sob o comando de Carlo Ancelotti. A partida, disputada nesta terça-feira, revelou um time brasileiro mais coeso e dinâmico, recuperando a confiança após o empate em 1 a 1 no primeiro duelo contra os australianos.
O ponto crucial da vitória foi a alteração no esquema tático promovida por Ancelotti. Ao abandonar a formação com quatro atacantes e optar por um meio-campo mais preenchido, o técnico conseguiu uma equipe com maior movimentação e fluidez. Essa nova configuração não apenas potencializou as individualidades, mas também dissipou a impressão de um time “engessado”, entregando uma performance que empolgou os torcedores.
A Reconfiguração Tática de Ancelotti
Diferentemente do primeiro embate, Carlo Ancelotti corrigiu o “buraco” no setor de meio-campo ao desfazer a linha de quatro atacantes. A nova estratégia da Seleção Brasileira trouxe resultados imediatos. Logo aos dois minutos do primeiro tempo, em uma jogada bem construída pelo trio Bruno Guimarães, Danilo e o estreante Gabriel Bontempo, o lateral-direito Vanderson finalizou com precisão para abrir o placar.
A equipe apresentou-se menos engessada, com Danilo e Bontempo auxiliando na pressão defensiva e os laterais Vanderson e Mauro Júnior apoiando ativamente o setor ofensivo. Destaque também para Raphinha, que atuou como “falso 9” e se movimentou por todas as partes do ataque, e para o zagueiro Jair Cunha, que mostrou segurança ao marcar o veloz Irankunda.
Virada Australiana e o Poder de Reação
Apesar do bom início brasileiro, a Austrália conseguiu surpreender. Aos 29 minutos, Circati aproveitou um desvio em cobrança de escanteio para empatar, em um lance que gerou reclamações de falta no goleiro Otávio, mas foi validado pelo VAR. Pouco depois, aos 33, um erro de passe de Rayan permitiu que Metcalfe virasse o jogo com um chute de fora da área.
A Seleção Brasileira sentiu o golpe, e Vini Jr. teve dificuldades em impor seu jogo, repetindo a atuação discreta do primeiro amistoso. No entanto, o meio-campo voltou a funcionar no final da primeira etapa. Uma pressão de Bontempo resultou em um pênalti sofrido por Danilo. Raphinha, em grande fase, converteu a cobrança, empatando o jogo em 2 a 2 aos 45 minutos.
A Consistência no Segundo Tempo
No intervalo, Raphinha foi substituído por Endrick devido a um desconforto. A entrada do jovem atacante trouxe ainda mais vontade à equipe. Apesar de menos incisiva, a Seleção Brasileira manteve o domínio da partida. Ancelotti, buscando maior consistência no setor central, promoveu a entrada do volante Andrey Santos e adiantou Bruno Guimarães.
A mudança se mostrou acertada. Aos 23 minutos da etapa final, Bruno Guimarães, capitão do time, finalizou para o fundo das redes após uma jogada que envolveu passe de Danilo para Vini Jr. e toque de Endrick. O gol selou a virada brasileira.
Vini Jr. Supera a Desconfiança e Fecha o Placar
Antes de participar do lance do gol da virada, Vini Jr. demonstrava falta de confiança. No entanto, o camisa 7 do Brasil chamou a responsabilidade nos minutos finais. Ele sofreu um pênalti de Irankunda e, por ordem expressa de Ancelotti, cobrou a penalidade, mesmo após ter tentado ceder a bola para Bruno Guimarães. O atacante do Real Madrid bateu no canto direito do goleiro Beach, aos 34 minutos, consolidando a vitória em 4 a 2.
Nos momentos finais, Ancelotti ainda proporcionou as estreias de jovens promessas como Martinelli e Breno Bidon, além de oxigenar a equipe com a entrada de outros jogadores.
A vitória sobre a Austrália representa um passo importante na formação da Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti. As alterações táticas no meio-campo não apenas trouxeram maior equilíbrio e movimentação, mas também permitiram que as individualidades brilhassem, evidenciando uma equipe com potencial de evolução.
O próximo compromisso da Seleção Brasileira será no sábado, 3 de outubro, contra a Índia, em Calcutá, às 11h (horário de Brasília). Embora o adversário seja considerado mais fraco e não deva proporcionar um teste ideal para medir a real dimensão da evolução da equipe, o resultado positivo contra a Austrália certamente injeta confiança no projeto de Ancelotti e nos próximos passos do futebol brasileiro. A busca por um esquema consolidado e o entrosamento dos atletas seguem como prioridades para o treinador.













