O Flamengo emitiu nota oficial repudiando ataques racistas sofridos pelo atacante Bruno Henrique por torcedores do River Plate após partida realizada em Portugal nesta sexta-feira.
O Clube de Regatas do Flamengo manifestou, com profunda indignação, o seu repúdio a um episódio lamentável de racismo ocorrido contra um de seus maiores ídolos. O atacante Bruno Henrique foi alvo de ofensas discriminatórias por parte de integrantes da torcida do River Plate durante o confronto realizado no Estádio Algarve, em solo português.
O cenário de hostilidade, que já havia se iniciado durante os noventa minutos de jogo, ganhou contornos ainda mais graves após o apito final. O atleta rubro-negro passou a ser alvo de uma enxurrada de mensagens de cunho racista em suas redes sociais, um ato covarde que exige um posicionamento enérgico e imediato de toda a comunidade esportiva.
Compromisso com o enfrentamento ao racismo
A diretoria do Mais Querido reforçou que a luta contra o preconceito é um pilar inegociável dentro da instituição. O clube, que carrega em seu Estatuto Social diretrizes claras de combate à discriminação, tem buscado modernizar suas políticas internas. Em 2025, o Flamengo ampliou inclusive as sanções para qualquer tipo de prática ou incentivo a atos discriminatórios, mantendo um trabalho contínuo de conscientização.
“O racismo é crime e não pode ser naturalizado nem tratado com tolerância.”
Educação e parcerias institucionais
Para além das notas oficiais, o Rubro-Negro mantém projetos constantes de letramento racial e formação humana, especialmente junto às suas categorias de base. O clube possui parcerias estratégicas com organizações de referência, como a CUFA (Central Única das Favelas), o ID_BR (Instituto Identidades do Brasil) e o MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira).
O clube reafirma que a solidariedade ao atleta é total e que a postura da instituição seguirá sendo firme. O Flamengo encerra o comunicado reforçando a necessidade de denúncias formais, lembrando que casos de racismo podem ser reportados às autoridades policiais ou pelo Disque 100, garantindo que o respeito e a dignidade humana prevaleçam sobre o ódio nos estádios.












