Infantino defende preços altos de ingressos para a Copa de 2026, comparando com esportes americanos.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em defesa dos valores elevados dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (10), o mandatário da entidade máxima do futebol explicou a precificação, buscando justificar os custos para os torcedores.
Comparativo com Esportes Americanos
Infantino utilizou um comparativo com os playoffs de esportes americanos para argumentar sobre os preços. “O preço mais barato, 60 dólares, é o preço mais baixo do que qualquer jogo de playoff de esportes americanos. O preço médio, 500 dólares, é mais barato que a média de qualquer jogo de playoff de esportes americanos”, afirmou. A declaração busca contextualizar o valor diante de outras grandes competições esportivas de alcance global.
O Poder de Alcance da Copa do Mundo
O líder da Fifa também ressaltou a magnitude incomparável da Copa do Mundo em termos de audiência. Ele destacou que, enquanto a final da NBA atrai 10 milhões de espectadores, o Mundial chega a uma audiência de 6 bilhões de pessoas. Essa disparidade, segundo Infantino, justifica a estrutura de preços e a geração de receita: “Todos os dólares que geramos volta para o futebol.”
Críticas e Realidade do Bolso do Torcedor
Apesar das justificativas, a Fifa tem enfrentado críticas contundentes pelo custo elevado das entradas para o principal torneio do futebol. A próxima edição, que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México a partir de quinta-feira (11), já mostra em sua política de preços um desafio para o torcedor comum. Convertendo para a moeda brasileira, o ingresso mais acessível para a Copa do Mundo representa um desembolso de aproximadamente R$ 311, de acordo com a cotação atual. O cenário levanta debates sobre a democratização do acesso ao esporte, mesmo em sua maior vitrine.









