Em meio à preparação para as quartas de final do Brasileirão Feminino contra a Ferroviária, a goleira Vivi Holzel aponta a evolução tática e técnica na posição em 2026.
A posição de goleira no futebol feminino atravessa um momento de transformação técnica e tática evidente. Deixando para trás críticas superficiais do passado, as atletas da meta agora assumem um papel vital na construção de jogo e na estratégia das equipes. Um dos nomes que exemplificam essa mudança é Vivi Holzel, arqueira do Flamengo, que chega ao mata-mata do Brasileirão Feminino como um dos pilares de sua equipe.
Aos 36 anos, a camisa 1 rubro-negra destacou-se na primeira fase pela segurança e capacidade de reação. Com uma média de 2,6 defesas por partida e intervenções cruciais, ela se consolidou como uma peça indispensável para o elenco carioca. Segundo a Equipe M360, o desempenho da veterana é reflexo direto de um treinamento moderno e focado em repertório motor, essencial para os desafios de alto nível.
A evolução da função debaixo das traves
A goleira ressalta que o treinamento atual não se limita apenas a evitar gols. O goleiro moderno precisa entender o jogo coletivo, atuar na saída de bola e manter uma comunicação constante com a linha defensiva.
“A preparação de goleiras vem numa mudança muito grande. Hoje o goleiro participa da estratégia de jogo, da construção da jogada. Tem que ter muita leitura, comunicação com a defesa. O goleiro tem que sempre se adaptar às atualidades se não ele não consegue jogar com a estratégia que temos hoje.”
Desafio decisivo contra a Ferroviária
O Flamengo enfrenta a Ferroviária nas quartas de final, em um duelo que promete ser um dos mais equilibrados da fase. As equipes tiveram campanhas muito próximas na tabela de classificação, com o Rubro-Negro terminando logo atrás do time paulista. Para Vivi, o confronto exige adaptação constante, lembrando o empate resiliente na primeira fase, quando a equipe atuou com uma jogadora a menos.
“Vai ser um jogo muito estudado e nem tudo que estudamos conseguimos executar porque o jogo vai exigindo mudanças e temos que adaptar. A Ferroviária é muito competente e vai tentar neutralizar com o que tem de melhor. Mas vamos potencializar o nosso jogo também.”
Além da expectativa para o confronto do Mais Querido, o mata-mata do campeonato reserva outros embates eletrizantes, como o encontro entre Cruzeiro e Corinthians. Enquanto as Cabulosas buscam vingança após a superioridade paulista em 2025, o torneio segue consolidando o nível técnico das atletas. O Flamengo segue focado em buscar o bicampeonato brasileiro, contando com a experiência e a liderança de sua goleira para avançar no torneio.














