Em meio a conflitos com a FIFA, a UEFA avalia um novo boicote contra Gianni Infantino, podendo retirar clubes europeus de torneios da federação, incluindo o Mundial de Clubes.
A relação entre a UEFA e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, atravessa um momento de extrema tensão.
Segundo informações publicadas pelo portal TalkSport, o mandatário da entidade europeia, Aleksander Ceferin, está articulando um possível boicote que pode alterar drasticamente o cenário do futebol mundial.
O plano em discussão envolve a retirada das equipes do Velho Continente de competições organizadas pela federação internacional.
O impacto direto dessa medida seria sentido na Copa do Mundo de Clubes. O torneio, que teve sua primeira edição realizada em 2025, corre o risco de perder a presença dos principais clubes europeus, o que reduziria drasticamente o apelo comercial e técnico da competição.
Articulação política e o papel da ECA
Para concretizar esse movimento, Ceferin busca o apoio fundamental da ECA (Associação dos Clubes Europeus).
A estratégia inclui uma reunião decisiva marcada para o dia 12 de agosto, durante o confronto amistoso entre PSG e Aston Villa, na Áustria.
O entrave, porém, é político: o presidente da associação é Nasser Al-Khelaifi, que comanda o clube parisiense e é considerado um aliado próximo de Infantino.
Ceferin espera dificuldades na negociação com o presidente do Paris Saint-Germain, visto que Al-Khelaifi é braço direito de Infantino.
Histórico de tensões
Esta não é a primeira vez que a UEFA utiliza a ameaça de boicote como ferramenta de pressão contra a FIFA.
Recentemente, a entidade europeia se posicionou de forma firme após Gianni Infantino considerar a venda de ações da Copa do Mundo de Seleções para uma empresa privada.
Na ocasião, a ameaça de retirar as seleções nacionais de torneios organizados pela federação fez com que o presidente voltasse atrás na decisão.
O clima de hostilidade entre as instituições parece não ter fim. Com a crescente fricção entre as federações e a presidência da FIFA, o futuro do calendário internacional permanece incerto.
A expectativa é que, nas próximas semanas, novos desdobramentos sobre a possível ausência dos gigantes europeus no Mundial de Clubes movimentem os bastidores do esporte.














