O The Friedkin Group coloca o Everton no mercado de negociações. Com avaliação em R$ 7 bilhões, o clube inglês vive um momento de incerteza sob nova gestão.
A estrutura societária do tradicional Everton Football Club pode passar por uma mudança significativa em um futuro próximo. Menos de dois anos após assumir o controle da agremiação, o conglomerado americano The Friedkin Group (TFG), liderado pelo empresário Dan Friedkin, abriu conversas para avaliar a possível venda da instituição, conforme informações apuradas pelo jornalista David Ornstein.
O movimento ocorre em um momento de transição estratégica, após o grupo ter centralizado esforços na estabilização financeira e na histórica mudança para o Hill Dickinson Stadium, inaugurado em 2025. Embora a busca por um investidor esteja em pauta, a administração atual ressalta que não há pressa e que o suporte operacional ao clube seguirá inalterado enquanto um novo parceiro não for definido.
Avaliação bilionária e cenário de mercado
O montante estimado para a transação gira em torno de 1 bilhão de libras, o que equivale a cerca de R$ 7 bilhões na cotação atual. É importante ressaltar que este valor de mercado engloba o passivo financeiro da instituição, superando o investimento inicial de aproximadamente R$ 2,8 bilhões realizado pelo grupo norte-americano em dezembro de 2024.
A valorização do ativo foi impulsionada diretamente pela entrega da nova arena, que oferece um potencial de receita muito superior ao antigo Goodison Park. Contudo, o próximo proprietário precisará ter fôlego financeiro para não apenas honrar os compromissos vigentes, mas também investir em um elenco que tem sido alvo de críticas da torcida diante da saída de peças importantes e da falta de reposição à altura.
O grupo está aberto a negociar o controle total caso encontre o comprador ideal, garantindo que o apoio financeiro e a estabilidade operacional serão mantidos durante todo o período de transição.
O futuro do Everton nos bastidores
Para conduzir este processo de prospecção, o TFG contratou o conceituado banco de investimento Moelis & Company. A missão é analisar o terreno e filtrar possíveis interessados que possuam capacidade de gerir o clube a longo prazo. Até o momento, nenhum nome ou grupo empresarial foi formalmente vinculado à compra.
A fase atual de incertezas nos bastidores contrasta com o avanço estrutural que o clube obteve nos últimos meses. Enquanto a diretoria avalia alternativas, o Everton permanece focado em sua jornada na Premier League, tentando equilibrar as expectativas dos fãs com a gestão rigorosa de uma das marcas mais valiosas do futebol inglês. O desfecho dessa operação será determinante para o patamar que a equipe buscará alcançar nas próximas temporadas no cenário da Europa.






