A presença do Dallas Cowboys no Brasil trouxe comparações inusitadas: o técnico Brian Schottenheimer traçou paralelos entre a pressão vivida na NFL e o ambiente de cobrança do Flamengo.
A passagem da franquia norte-americana pelo Rio de Janeiro não passou despercebida pelos olhos atentos da comissão técnica.
Durante as atividades preparatórias para o confronto contra o Baltimore Ravens, o coordenador ofensivo dos Cowboys, Brian Schottenheimer, destacou a organização do Flamengo e não hesitou em estabelecer uma conexão entre a magnitude do clube carioca e a cultura de alta exigência que define a equipe de Dallas na NFL.
Para o treinador, a paixão das torcidas de ambos os times funciona como um motor de motivação.
Ao utilizar o Rubro-Negro como referência, o profissional sublinhou que a cobrança por resultados é um traço inerente a instituições que possuem bases de torcedores gigantescas e que, tradicionalmente, precisam estar sempre na disputa pelos principais títulos de suas modalidades.
A semelhança entre gigantes
Embora operem em cenários esportivos distintos, o Dallas Cowboys e o Flamengo compartilham características marcantes, como o alcance global de suas marcas e o peso da tradição.
Contudo, o momento de ambos reserva contrastes. Enquanto o clube da Gávea empilhou troféus importantes na última década, o time do Texas vive um longo jejum no Super Bowl, não vencendo a liga desde a temporada de 1995.
Desde que cheguei, percebi que é um clube estruturado. As pessoas observam o que fazemos, olham para nós e cobram. São torcedores que amam, se importam com a sua equipe e sabem o que somos capazes de fazer.
É algo que todos nós estamos habituados e, para ser sincero, gostamos de colocar essa exigência sobre nós próprios.
Olhar para o futuro
Apesar da seca de títulos, o discurso nos bastidores dos Cowboys é de ambição absoluta.
Schottenheimer reforçou que o elenco enxerga a pressão como combustível. O planejamento da comissão técnica já mira o longo prazo, com o objetivo claro de alcançar o Super Bowl em Los Angeles, em fevereiro de 2027.
O trabalho realizado no Ninho do Urubu, CT do Flamengo, serviu como base para ajustes cruciais antes do duelo contra o Baltimore Ravens.
A logística internacional, pouco comum na rotina da franquia, exigiu cuidados redobrados com o sono e a alimentação dos atletas.
Mesmo diante de questionamentos sobre as condições do gramado no Rio, o treinador manteve a postura profissional, focando na adaptação rápida ao ambiente.
O último treinamento antes do confronto decisivo ocorre neste sábado (26), preparando o palco para o espetáculo de domingo.













