O técnico Alexander Medina criticou a arbitragem após o empate na Libertadores, focando nas faltas do Flamengo, mas evitou polemizar sobre o lance de Lucas Paquetá.
A atmosfera em La Plata na última quinta-feira foi marcada por alta tensão e reclamações intensas sobre a condução da partida. O confronto de ida da semifinal da Copa Libertadores entre Estudiantes e Flamengo terminou sem gols, mas o pós-jogo ganhou forte tom de cobrança em relação à atuação do árbitro paraguaio Juan Gabriel Benítez.
Na entrevista coletiva após o apito final, o treinador Alexander Medina expressou insatisfação com o critério disciplinar adotado. O comandante da equipe argentina apontou que o adversário cometeu diversas faltas táticas ao longo dos noventa minutos, mas escapou de punições mais rigorosas que, segundo sua avaliação, poderiam ter mudado o panorama do duelo continental.
Polêmica com Lucas Paquetá e o critério em campo
Apesar das críticas gerais sobre a falta de fluidez no gramado do Estádio Jorge Luis Hirschi, o técnico evitou aprofundar o debate sobre o lance mais comentado da noite. Aos 17 minutos da etapa final, o meia Lucas Paquetá se envolveu em uma disputa física na qual atingiu o rosto de Ezequiel Piovi, gerando revolta imediata nos atletas locais e pedidos veementes de expulsão.
O árbitro principal optou por aplicar apenas o cartão amarelo, decisão mantida pela cabine do VAR, comandada por Ulises Mereles. A jogada gerou diferentes interpretações na imprensa esportiva, variando entre um impacto com o ombro e uma cotovelada, o que culminou na substituição do jogador brasileiro logo em seguida por precaução técnica.
Alexander Medina afirmou:
Foi um jogo muito físico também. Eles fizeram muitas divididas. Cometeram muitas faltas, não houve muita fluidez no jogo, houve faltas táticas de ambos os lados e eles não receberam alguns cartões que deveria ter recebido. Nas semifinais da Libertadores, ninguém vai facilitar as coisas
Do lado brasileiro, o comando técnico liderado por Leonardo Jardim também externou forte insatisfação com a permissividade da arbitragem. Os rubro-negros reclamaram de lances capitais, incluindo um possível pênalti não marcado sobre Samuel Lino e um puxão faltoso envolvendo novamente Lucas Paquetá, além de apontarem inconsistências nas advertências aplicadas ao longo do confronto.
Cenário indefinido para o jogo de volta
Com o placar zerado na Argentina, a definição da vaga para a grande decisão da Libertadores ficou totalmente em aberto. O Flamengo agora concentra suas atenções no Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Bahia na Arena Fonte Nova, antes de receber a equipe de La Plata no Maracanã.
O duelo decisivo está agendado para a próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro. Novo empate no tempo regulamentar levará a definição do finalista para a disputa de pênaltis, mantendo a alta expectativa em torno do atual campeão continental na busca por mais um título internacional.














