O técnico Alexander Medina celebrou a classificação do Estudiantes à final da Libertadores após eliminar o Flamengo, comparando o Maracanã a um roteiro cinematográfico.
A atmosfera no Maracanã ganhou um peso histórico incalculável após a emocionante definição da vaga na decisão da Copa Libertadores da América. O comandante do Estudiantes, Alexander Medina, não escondeu a emoção ao superar o Flamengo jogando em solo brasileiro e garantir a classificação para a última etapa do torneio continental.
Depois de dois empates sem gols nos 180 minutos do confronto semifinal, a vaga foi decidida nas cobranças de penalidades máximas. A mística do palco carioca uniu-se ao peso de uma das maiores rivalidades do continente, culminando na festa da equipe de La Plata e na frustração do clube carioca.
A mística dos templos sagrados do futebol sul-americano
Nascido em Salto, no Uruguai, o treinador conhecido como Cacique fez questão de exaltar o significado simbólico de disputar o título máximo do continente no Estádio Centenário. Para ele, a trajetória atual carrega um forte vínculo com as grandes páginas da história do esporte em seu país natal.
O confronto decisivo marcado para o dia 28 de novembro colocará os argentinos frente a frente com o Palmeiras, reeditando a final de 1968. A coincidência geográfica e histórica mexe com o imaginário do comandante, que vê paralelos profundos entre os gramados mais tradicionais da América do Sul.
Para mim, como uruguaio, o Maracanã e o Centenário são dois templos da nossa história. Imagine o que eu sinto hoje por dentro, passar por um time brasileiro neste estádio e ir enfrentar outro brasileiro no Centenário. É uma experiência fabulosa que estamos vivendo, vamos nos preparar para estar à altura na final. Parece um filme, mas falta o último capítulo.
Resiliência defensiva e brilho nas penalidades
Dentro de campo, o Flamengo tentou impor seu ritmo e contou com a vantagem numérica desde o início da etapa complementar, quando Baltasar Rodríguez recebeu o segundo cartão amarelo. Apesar da insistência ofensiva da equipe de Leonardo Jardim, que contou com o retorno surpreendente de Arrascaeta, a defesa argentina resistiu bravamente sob a batuta do goleiro Muslera.
Nas cobranças da marca da cal, o arqueiro uruguaio foi o grande destaque ao defender três penalidades, assegurando o triunfo por 3 a 2. O Flamengo despede-se da competição sem sofrer derrotas no tempo regulamentar para o rival nesta edição, mas lamenta a falta de eficiência ofensiva que custou o sonho do pentacampeonato.
Eliminado da competição continental, o elenco rubro-negro precisa virar a página rapidamente para focar na disputa do Campeonato Brasileiro, onde terá um duelo importante contra o Atlético-MG. Enquanto isso, o Estudiantes de Alexander Medina concentra suas forças no torneio local antes de viajar rumo a Montevidéu para buscar mais um capítulo glorioso em sua rica história internacional.








