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STJ manda Justiça do DF reavaliar acusação de estelionato contra atacante Bruno Henrique | Fotos: Adriano Fontes / Flamengo
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O STJ anulou a decisão do TJDFT sobre a acusação de estelionato contra o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, exigindo nova análise sobre os prazos legais do processo.

O cenário jurídico envolvendo o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, ganhou um novo capítulo após uma determinação vinda do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A corte acolheu o pedido dos advogados do atleta e anulou a decisão anterior referente ao crime de estelionato.

A medida foi concedida pelo ministro relator Joel Ilan Paciornik, que identificou a ausência de análise sobre um ponto central da defesa. O recurso trata especificamente do limite de tempo para que as supostas vítimas manifestassem o desejo de processar o jogador.

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Apesar do desdobramento favorável na esfera processual, a determinação não representa a absolvição do atleta rubro-negro. O processo por fraude em competição esportiva segue ativo de forma independente e continuará tramitando na Justiça do DF.

A tese da defesa e a questão dos prazos

Para os defensores de Bruno Henrique, a denúncia por estelionato perdeu a validade porque o prazo de seis meses para a representação das casas de apostas expirou antes da queixa formal.

Segundo o argumento, as empresas notificaram primeiramente órgãos de monitoramento como a IBIA e a Sportradar, além da CBF, demorando para acionar a Polícia Federal e o Ministério Público.

O tribunal do DF havia entendido anteriormente que os alertas iniciais já comprovavam a intenção de investigar. Agora, os magistrados estaduais serão obrigados a reavaliar detalhadamente essa cronologia de eventos.

A defesa argumentou:

Se o prazo começou a contar nos primeiros avisos, ele terminou antes da denúncia, impedindo o prosseguimento da acusação por estelionato.

Entenda as acusações contra o jogador

A investigação conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aponta que o atleta teria forçado um cartão amarelo em confronto contra o Santos, em 2023.

Informações do inquérito indicam que familiares do atacante teriam sido avisados previamente para realizar apostas na penalidade. Em uma das plataformas, quase a totalidade dos bilhetes focado em cartões no jogo era para o atleta.

Além do estelionato, o crime de manipulação esportiva está enquadrado na Lei Geral do Esporte, com penas que podem chegar a seis anos de reclusão. O atacante nega qualquer envolvimento ilícito.

Situação nos gramados e desdobramentos futuros

Dentro de campo, o impacto disciplinar foi amenizado após o STJD converter a suspensão inicial do atleta em apenas uma sanção financeira de R$ 100 mil.

Com a decisão liberada na esfera esportiva, Bruno Henrique permanece à disposição do Flamengo para os próximos compromissos da temporada no Campeonato Brasileiro.

O futuro jurídico sobre o estelionato agora depende da nova sessão no TJDFT, que definirá se a acusação será definitivamente arquivada ou mantida na ação criminal.

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