A 23ª rodada do Brasileirão Série A entra para a história com uma marca inédita: três árbitras mulheres foram escaladas para apitar jogos na elite do futebol brasileiro.
A arbitragem brasileira vive um momento de quebra de paradigmas. Pela primeira vez na história da Série A do Campeonato Brasileiro, três árbitras com o escudo da Fifa estarão no comando de partidas em uma mesma rodada. A escala anunciada pela CBF para a 23ª jornada do torneio nacional destaca a crescente presença feminina em postos de comando dentro dos gramados.
Os nomes de Charly Deretti, Daiane Muniz e Edina Alves Batista lideram essa mudança significativa. O protagonismo das mulheres na arbitragem nacional não se restringe apenas ao apito central, estendendo-se também a composições completas de trios femininos em confrontos de grande relevância, consolidando um espaço que busca maior equidade no esporte.
Estreias e consolidação no apito
A rodada começa com o duelo entre São Paulo e Coritiba, no Morumbis, no próximo sábado (15). A catarinense Charly Deretti fará sua estreia como árbitra central na elite nacional. “A profissional, que acumula experiência como VAR, foi eleita em 2025 a melhor árbitra de vídeo do Brasileirão Feminino e agora assume o desafio principal em campo”, destaca a Equipe M360.
No domingo (16), a paulista Daiane Muniz assume o comando do jogo entre Chapecoense e Bahia, na Arena Condá. Já na segunda-feira (17), a experiente Edina Alves, que já possui atuações recorrentes na temporada 2026, encerra a rodada no confronto entre Internacional e Remo, no estádio Beira-Rio.
Presença feminina também no VAR
A representatividade feminina na rodada vai além dos gramados. A tecnologia do VAR também contará com forte presença de mulheres na cabine de arbitragem. Ao todo, quatro assistentes estarão responsáveis por revisar lances capitais em partidas distintas, como nos jogos entre Fluminense e Palmeiras, Athletico e Bragantino, Vasco e Santos, e também em Chapecoense e Bahia.
Essa marca histórica reflete um movimento de profissionalização e incentivo da CBF para a inclusão de mulheres em quadros de arbitragem de alto nível. Com o próximo passo sendo a naturalização dessa presença, espera-se que a participação de árbitras se torne cada vez mais frequente em todos os níveis do futebol brasileiro, elevando o nível técnico e a representatividade em um ambiente historicamente masculino.















