Sem espaço no elenco principal do Santos e com rendimento abaixo do esperado, o jovem atacante Robinho Jr. recebeu sinal verde da diretoria para buscar empréstimo no futebol europeu.
A trajetória de Robinho Jr. no Santos atravessa um momento decisivo. Promovido precocemente aos 17 anos em julho de 2025, o atleta, que carrega o peso do histórico sobrenome e da lendária camisa 7 do clube, não conseguiu se firmar entre os profissionais. Com pouca minutagem e oscilações técnicas, o Peixe optou por viabilizar uma saída temporária para que a promessa ganhe experiência internacional.
Clubes europeus como Rayo Vallecano e Sevilla, da Espanha, além do Genoa, da Itália, aparecem como os principais interessados no atacante. A intenção da diretoria santista é um empréstimo de uma temporada, visando valorizar o jogador, já que uma venda definitiva neste momento não traria o retorno financeiro planejado originalmente pelo departamento de futebol.
Expectativa versus realidade
O cenário atual destoa completamente da euforia vivida há pouco mais de um ano. Quando subiu ao elenco principal sob o aval do técnico Cléber Xavier, Robinho Jr. chegou a ser visto como uma joia a ser lapidada.
A estreia, com direito a atuar ao lado de Neymar, aumentou as expectativas de torcedores e analistas. No entanto, a demissão precoce do treinador que o promoveu e a crise do clube na luta contra o rebaixamento no último ano impediram uma transição gradual e adequada.
O peso da camisa 7
A entrega da mística camisa 7 ao jogador foi um movimento estratégico que buscava retomar a conexão com o passado vitorioso. Contudo, a pressão das arquibancadas e a falta de resultados práticos transformaram a homenagem em um fardo.
Como aponta a Equipe M360, o atleta sofreu com a falta de continuidade e um planejamento de formação que foi, na prática, abandonado em meio à urgência de resultados imediatos na temporada.
A diretoria reconhece que, sem um plano de desenvolvimento adequado e sob o sufoco da instabilidade do time, o jovem não atingiu a maturação esperada, restando como alternativa a busca por novos ares.
Impacto e futuro
Até o momento, os números de 2026 são escassos: apenas 187 minutos em campo em 12 partidas, sem titularidades. O desentendimento recente com Neymar no CT Rei Pelé e o silêncio da torcida nas arquibancadas indicam que o ciclo atual na Vila Belmiro se esgotou.
O Santos agora monitora o mercado europeu com cautela. O clube admite, internamente, o risco de o jogador atingir seu potencial máximo longe da Baixada Santista, mas entende que a transferência é a única forma de evitar que o ativo perca ainda mais valor de mercado. O desfecho dessa negociação deve ocorrer nas próximas semanas, definindo o novo capítulo na carreira da jovem promessa alvinegra.















