O processo de venda da SAF do Guarani sofre um novo adiamento. A votação final sobre a proposta de Roberto Graziano foi postergada para o fim de setembro.
O futuro do Guarani segue sendo debatido intensamente nos bastidores. O que seria uma definição rápida durante a primeira semana de setembro transformou-se em um período de ajustes minuciosos, empurrando a decisão final sobre a transformação do clube em SAF para o final do mês.
Apesar do parecer favorável do Conselho Deliberativo obtido na última semana, o entendimento é de que a minuta precisa de refinamentos jurídicos. O adiamento visa garantir que a transição não enfrente brechas legais, especialmente considerando o cenário complexo envolvendo a Recuperação Judicial da instituição.
Detalhes do impasse
As tratativas, conduzidas pelo empresário Roberto Graziano, não enfrentam resistência quanto aos valores apresentados, mas sim quanto à redação do contrato. Os pontos pendentes incluem o alinhamento com a Lei da SAF e garantias específicas sobre a gestão e propriedade do clube social, que demandam uma análise mais criteriosa dos associados antes do martelo ser batido.
Conforme apurado pela Equipe M360, o debate atual foca estritamente na segurança jurídica das partes envolvidas.
A Equipe M360 destacou:
A necessidade de clareza nos termos contratuais é fundamental para evitar complicações futuras, tanto para o investidor quanto para o patrimônio do Bugre.
Proposta financeira bilionária
Embora a votação tenha sido adiada, os números globais do negócio permanecem inalterados. O projeto de Roberto Graziano coloca na mesa um aporte robusto de R$ 1,075 bilhão. Deste montante, R$ 350 milhões estão reservados exclusivamente para o equacionamento do passivo da Recuperação Judicial, um dos pilares para a reestruturação financeira do Guarani.
O restante do capital tem destinos estratégicos definidos: R$ 400 milhões para a operação diária do clube, R$ 300 milhões destinados à construção de uma nova arena e R$ 25 milhões para a modernização do Centro de Treinamento. Na configuração societária, o grupo de Graziano deterá 90% da nova empresa, enquanto o Guarani manterá 10% de participação.
O foco da diretoria agora é sanar as dúvidas restantes para que, ao fim de setembro, a proposta possa ser aprovada sem novos entraves. A concretização desse investimento é vista como o passo principal para recolocar o clube em um patamar de maior competitividade no cenário nacional.















