O goleiro Agustín Rossi protagonizou um momento histórico ao registrar sua primeira assistência com a camisa do Flamengo, mas não poupou críticas contundentes às condições do gramado do Maracanã.
A classificação do Flamengo para as semifinais da Libertadores foi marcada por um misto de euforia e frustração no Maracanã. Enquanto o goleiro Agustín Rossi celebrava um feito inédito em sua carreira profissional — sua primeira assistência — o atleta também se tornou porta-voz do descontentamento do elenco rubro-negro com a qualidade do piso do estádio.
O momento decisivo aconteceu aos 39 minutos da etapa final, quando um lançamento longo de Rossi, auxiliado por um quique irregular no solo, encobriu a defesa e encontrou Arrascaeta. O uruguaio, atento, completou para as redes, garantindo o empate em 1 a 1 contra o Independiente del Valle e selando a vaga na próxima fase da competição continental.
A indignação com o gramado
Apesar do feito histórico, o pós-jogo foi marcado pelo desabafo do arqueiro argentino. Rossi, acompanhado por nomes como Arrascaeta e Lucas Paquetá, classificou como inaceitável o estado atual do campo. As áreas, visivelmente castigadas, apresentavam acúmulo de lama, prejudicando a fluidez técnica que o esquema tático do Mengão exige.
“É inacreditável que um estádio como este, com a proposta de jogo do Flamengo, apresente condições tão precárias. A lama nas áreas torna qualquer jogada de construção um risco desnecessário.”
Resiliência e foco na Libertadores
A Equipe M360 destaca que, ao analisar a partida, o goleiro reforçou a importância do fator psicológico. Para Rossi, o elenco precisou aprender a “sofrer” diante das investidas do adversário, especialmente após o gol sofrido por Reasco no primeiro tempo. As correções táticas promovidas pela comissão técnica no intervalo foram fundamentais para que a equipe buscasse o resultado pelas alas.
A classificação coloca o clube carioca em rota de colisão com o Estudiantes, da Argentina. O confronto, válido pelas semifinais, está previsto para as semanas de 14 e 21 de outubro. A expectativa da torcida e dos jogadores é que, até lá, a gestão do Maracanã consiga recuperar o gramado, evitando novos episódios de críticas sobre a infraestrutura do palco principal do futebol brasileiro.








