O presidente do Vitória, Fábio Motta, manifestou apoio às recentes mudanças no regulamento do futebol brasileiro, mas criticou a celeridade da CBF na implementação das novas normas ainda em 2024.
O cenário do futebol brasileiro passa por uma transformação importante com a adoção de novas diretrizes, incluindo medidas para coibir a cera e a implementação da denominada Lei Vini Jr. Apesar de concordar com a essência das alterações, o presidente do Vitória, Fábio Motta, adotou uma postura cautelosa.
Segundo o dirigente, o clube votou contra a aplicação imediata das regras por acreditar que o momento é inoportuno para ajustes tão profundos no meio da temporada. Ao lado do Grêmio, o clube baiano foi um dos únicos a divergir do restante dos times da Série A.
Para a diretoria rubro-negra, a medida soa como uma resposta precipitada à crise de credibilidade que a arbitragem enfrenta no país, em vez de um planejamento estruturado. A preocupação central reside na falta de um período de transição adequado para atletas e juízes.
Desafios na implementação das normas
O mandatário argumenta que o futebol nacional já enfrenta dificuldades substanciais para aplicar o regulamento vigente. Introduzir uma série de inovações agora, sem o devido preparo, poderia gerar insegurança jurídica e confusão dentro de campo.
Eu acho prematura, eu acho que não deveria ser agora, você deveria passar por um período de adaptação para que se entendesse primeiro as regras novas, sendo que a gente está tendo dificuldade com as regras atuais, e depois você fazer adaptação das 10 novas medidas.
Polêmica sobre a Lei Vini Jr.
Entre as mudanças, a Lei Vini Jr. — que pune com cartão vermelho o atleta que cobrir a boca para discutir ou provocar adversários — gerou debate intenso. Motta questiona a automatização da punição, argumentando que o gesto de cobrir a boca nem sempre está atrelado a atos de injúria ou racismo.
Porque você parte do princípio que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é pra praticar um pretenso ato de racismo ou pra uma ação que seja contra os princípios básicos. Eu entendo que não é dessa forma, às vezes colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali.
Embora o voto tenha sido contrário à implementação imediata, o clube reitera que não se opõe ao mérito das propostas, apenas defende uma transição mais organizada a partir da próxima temporada. O impacto dessas novas regras promete ser testado nos próximos jogos do Campeonato Brasileiro.










