O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, oficializou que não buscará mais o Maracanã para seus compromissos, confirmando o ‘Clássico dos Milhões‘ no estádio de São Januário.
A relação entre as diretorias de Vasco e Flamengo atingiu um novo ponto crítico. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (25), o presidente cruzmaltino, Pedrinho, revelou que decidiu encerrar as tentativas de mandar partidas no Maracanã.
O estopim para a decisão foi a postura do presidente rubro-negro, Rodolfo Landim (referido como Bap no contexto), diante das solicitações vascaínas.
Mesmo com um contrato vigente que garantiria o direito de uso do palco, o mandatário do Gigante da Colina afirmou que não pretende mais solicitar o estádio.
Pedrinho declarou:
“Eu não vou mais pedir para jogar no Maracanã, pois não sou aceito. Eu tenho estádio, então eu quero jogar em São Januário.”
A fala reforça a autonomia do clube em sua casa histórica.
Foco total em São Januário para o Brasileirão
A decisão impacta diretamente o calendário do Campeonato Brasileiro. Enquanto o primeiro turno do ‘Clássico dos Milhões‘ foi realizado no Maracanã, Pedrinho assegurou que o confronto do segundo turno ocorrerá dentro dos domínios vascaínos.
A determinação é clara: o clube não abrirá mão de atuar perante sua torcida em seu próprio estádio, independentemente de acordos anteriores que previa o uso do equipamento administrado pelo rival.
O imbróglio contra o Boca Juniors
Além do clássico nacional, o clube lida com o impasse envolvendo o duelo contra o Boca Juniors (ARG). Por exigências de capacidade e estrutura da Conmebol, o Vasco buscou o Maracanã, mas enfrentou a resistência do consórcio gerido pelo Flamengo, que alega riscos ao gramado.
Pedrinho lamentou a falta de resposta ao ofício enviado e questionou as autoridades:
“Eu fiz um apelo ao Poder Público e ao BEPE, questionando por que não conseguiriam garantir a segurança para 1.500 torcedores visitantes em São Januário, sendo que já garantem a segurança para jogos de risco com mais de um milhão de pessoas em outros contextos.”
Essa mudança de postura marca uma nova era na gestão do Vasco, que prioriza o fortalecimento de São Januário em detrimento das complexas negociações pelo aluguel do estádio principal do Rio de Janeiro.
A expectativa agora é sobre como os órgãos de segurança e as entidades esportivas reagirão à pressão imposta pela diretoria vascaína para a realização de jogos de grande porte na Colina Histórica.
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