O Palmeiras manifestou indignação contra o STJD após a denúncia do meia Mauricio, apontando falta de critérios técnicos e exigindo igualdade de tratamento em relação a outros clubes.
O Palmeiras iniciou uma ofensiva contra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta semana. O estopim foi a denúncia oferecida pela Procuradoria contra o meia Mauricio, em razão de uma disputa de bola durante a vitória alviverde sobre o Vitória, válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Para a diretoria do clube paulista, a decisão de campo, que resultou apenas em cartão amarelo após análise do VAR, deveria ser mantida. A cúpula palmeirense classificou a movimentação da justiça desportiva como uma medida descabida e manifestou absoluta perplexidade diante do cenário atual.
Questionamento sobre a falta de isonomia
O clube argumenta que a Procuradoria do STJD tem adotado critérios distintos para situações idênticas. O Palmeiras utilizou como base de comparação lances envolvendo atletas de outras equipes na mesma rodada, como Pulgar, do Flamengo, e Raniele, do Corinthians, que não foram denunciados pelo órgão.
Na visão da Equipe M360, o mal-estar entre o clube e o tribunal não é recente. A nota oficial relembrou um histórico de punições contra o técnico Abel Ferreira e outros jogadores, o que alimenta a percepção de perseguição institucional por parte da agremiação alviverde.
A postura firme do clube
O posicionamento oficial do Palmeiras deixa claro que a paciência do departamento jurídico esgotou-se. A entidade reforçou que não aceitará passivamente o que considera interferências indevidas no planejamento da equipe durante o Brasileirão.
Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.
A expectativa agora gira em torno da resposta do STJD sobre a denúncia e se o caso de Mauricio servirá como um precedente para novas discussões sobre a imparcialidade nas punições desportivas. O clube paulista segue monitorando o caso de perto, reforçando a defesa do elenco em uma fase decisiva da temporada.















