Após empate sem gols pela Libertadores, o meia Lucas Paquetá rebateu críticas sobre seu desempenho, justificou lance polêmico e projetou decisão no Maracanã.
O Flamengo voltou da Argentina com um resultado que deixa o confronto totalmente aberto, mas que também levantou debates intensos sobre a atuação da equipe. No empate em zero a zero contra o Estudiantes, pela ida da semifinal do torneio continental em La Plata, o meia Lucas Paquetá esteve no centro das atenções. Além de receber análises negativas pelo rendimento coletivo, o atleta se envolveu em um lance ríspido que gerou reclamações e terminou com um cartão amarelo aplicado pelo árbitro paraguaio Juan Gabriel Benítez, sem qualquer recomendação de revisão pelo VAR.
A partida foi marcada por forte tensão, excesso de faltas e pouca inspiração criativa do Mais Querido, que encontrou enormes dificuldades para superar o bloqueio defensivo rival. Diante do cenário adverso e das contestações da torcida, o jogador evitou se abater e utilizou a zona mista para se defender das críticas recebidas após o apito final.
A Defesa de Paquetá e a Tensão em Campo
Questionado sobre a jogada em que levantou o braço e atingiu o rosto de um adversário, o meio-campista argumentou que sua postura reflete apenas a intensidade física exigida em partidas decisivas. Para o atleta, a disputa foi interpretada de maneira equivocada por parte dos críticos, visto que o uso do corpo é uma característica marcante do seu estilo de jogo.
Paquetá afirmou:
Cara, eu protegi a bola. Eu sou um cara físico. Quem vê o jogo percebe que eu coloco o meu corpo em todas as divididas. Eu levantei o braço.
O atleta também fez questão de exaltar a qualidade do adversário e ponderou que o contexto do confronto exigia cautela. Segundo sua avaliação, atuar fora de casa contra uma equipe organizada e em um ambiente hostil exigiu respeito à estratégia de sobrevivência no torneio sul-americano.
Apagão Ofensivo e Reclamação da Arbitragem
O desempenho do Mengão no setor ofensivo foi outro ponto que preocupou analistas e torcedores. Ao longo dos noventa minutos, o time comandado pelo técnico Leonardo Jardim não conseguiu finalizar uma única bola na direção certa da meta defendida pelo clube argentino, refletindo a falta de criatividade e a rigidez da marcação adversária.
Após a partida, o treinador português engrossou o coro das reclamações e direcionou duras críticas à condução da arbitragem. Na visão do comandante rubro-negro, a falta de pulso do juiz permitiu que o time da casa truncasse o andamento natural da partida, prejudicando diretamente a proposta de jogo do clube brasileiro.
O empate sem gols transfere toda a pressão e a expectativa para o Rio de Janeiro. Para alcançar a grande decisão da Libertadores, o Flamengo precisará apresentar uma postura ofensiva completamente diferente diante do seu torcedor. A próxima partida no Maracanã exigirá soluções táticas rápidas da comissão técnica e uma atuação de gala de nomes como Lucas Paquetá para furar a retranca argentina e garantir a vaga na final.








