A justiça canadense barrou Thomas Partey, estrela de Gana, de entrar no país para a Copa do Mundo de 2026 devido a acusações de estupro. Um golpe duro para a seleção africana.
A Copa do Mundo de 2026 já começou a escrever suas primeiras linhas de drama, e não apenas nos gramados. O meio-campista ganês Thomas Partey, uma das figuras mais proeminentes de sua seleção, viu seu sonho de atuar em solo canadense ser abruptamente interrompido. A justiça do Canadá confirmou a negativa de visto ao jogador, que responde a sérias acusações no Reino Unido.
Este fato não é apenas um desfalque técnico para Gana, mas um marco que transcende o esporte, evidenciando como questões legais e éticas podem se chocar de frente com a glória do futebol mundial. A decisão impacta diretamente a campanha africana e levanta discussões sobre a conduta de atletas e as rígidas políticas de imigração do país anfitrião.
Visto Negado: O Sonho Canadense Interrompido
A terça-feira, 16 de junho de 2026, marcou um dia decisivo para Thomas Partey. O tribunal federal canadense manteve a recusa do visto ao jogador, impedindo sua entrada no Canadá para o confronto de Gana contra o Panamá, parte do Grupo L da Copa do Mundo de 2026. Apesar dos esforços do governo de Gana para reverter a situação judicialmente, o juiz Roger Lafrenière rejeitou a medida cautelar que permitiria ao atleta disputar a partida em Toronto.
O jogador, que atualmente defende o Villarreal da Espanha e já teve passagem pelo Arsenal na Inglaterra, permanece nos Estados Unidos, onde a seleção ganesa montou seu campo-base na Bryant University, em Boston.
Reação Ganesa e Próximos Desafios
A notícia foi recebida com indignação por Acra. O ministro das Relações Exteriores de Gana, Sam Okudzeto Ablakwa, não poupou críticas à postura canadense, classificando a decisão como “arrogante e extremamente injusta”. Ele reforçou a importância de Partey, descrevendo-o como “um membro fundamental da seleção principal de Gana“, e confirmou o envio de uma nota oficial de protesto a Ottawa.
Apesar do revés, a vida segue para a equipe africana. O técnico português Carlos Queiroz demonstrou resiliência diante da incerteza. Antes do veredito judicial, Queiroz já havia declarado que o time estaria pronto, independente do resultado:
“Meu trabalho é jogar com as cartas que me foram dadas. Estamos aguardando uma decisão. Quando ela for tomada, estaremos prontos”
Partey, que se declarou inocente de sete acusações de estupro e uma de agressão sexual no Reino Unido – casos que serão julgados no próximo ano – estará, no entanto, disponível para os próximos compromissos de Gana. As partidas contra a Inglaterra e a Croácia, pelo mesmo Grupo L, serão disputadas nos Estados Unidos, onde sua entrada é permitida.
O futebol, com toda a sua paixão e emoção, é por vezes confrontado por realidades mais duras. O impedimento de Thomas Partey de pisar em um dos palcos da Copa do Mundo de 2026 no Canadá é um lembrete contundente de que a jornada de um atleta vai muito além das quatro linhas. A ausência de um talento como o de Partey no gramado canadense é um golpe para a seleção de Gana e para os torcedores, que esperavam vê-lo brilhar em um dos momentos mais importantes de sua carreira. Resta agora à equipe africana superar esse obstáculo e lutar com Raça, Amor e Paixão nas próximas batalhas, contando com seu craque nos jogos em território estadunidense.










