Em entrevista recente, o empresário John Textor descartou qualquer possibilidade de investir no Flamengo, justificando que a intensa rivalidade com o clube rubro-negro o impede de cogitar uma aquisição.
Afastado temporariamente da gestão da SAF do Botafogo, o empresário norte-americano John Textor abriu o jogo sobre seus sentimentos em relação aos principais clubes do cenário nacional. Em declaração que repercutiu entre os torcedores, o acionista afirmou categoricamente que jamais teria interesse em adquirir o Flamengo, citando o desgaste causado pelos confrontos diretos dentro de campo como o fator decisivo para essa postura.
O dono da Eagle Football explicou que, ao assumir o comando do clube alvinegro, acabou absorvendo a paixão e o tom das rivalidades locais. Segundo ele, o histórico de embates contra o Mais Querido, o Palmeiras e o Fluminense foi o que mais o desafiou emocionalmente durante sua trajetória no futebol brasileiro.
A origem do desgaste com o Rubro-Negro
A relação entre Textor e o Flamengo tem sido marcada por um domínio expressivo dos cariocas nos últimos anos. Desde que a Eagle Football assumiu a gestão do Botafogo em 2022, o clube da Gávea acumulou dez vitórias em confrontos diretos, contra apenas quatro triunfos alvinegros e um empate. Um dos pontos altos desse desequilíbrio foi a conquista da Supercopa Rei de 2025 sobre o time comandado pelo norte-americano.
“Flamengo, Palmeiras, Fluminense… Esses foram os únicos clubes que me tiraram do sério de verdade. Tenho amor e respeito por todos os times do Brasil, mas as rivalidades me afetaram porque adotei o Botafogo como meu clube de coração”, afirmou Textor em entrevista à ESPN.
Contexto do afastamento da SAF
O período de isolamento de Textor das atividades diretas no Botafogo não se resume apenas a questões esportivas. A decisão partiu da própria Eagle Football diante de um cenário de tensões administrativas. Divergências sobre manobras societárias e o polêmico pedido de recuperação judicial trouxeram instabilidade, gerando protestos de acionistas e torcedores.
Além dos conflitos internos, a gestão enfrenta pressão externa, incluindo punições da FIFA. O clube sofreu um transferban devido ao atraso no pagamento ao Atlanta United, dos Estados Unidos, referente à contratação do meia Thiago Almada. Essa sucessão de problemas, somada ao desempenho irregular nos clássicos, coloca a diretoria em um momento de reflexão sobre os rumos do projeto para as próximas temporadas.















