Em uma reviravolta surpreendente, a FIGC confirma o retorno de Roberto Mancini ao comando da Seleção Italiana para o ciclo que visa a próxima Copa do Mundo.
A Itália oficializou nesta semana o retorno de um rosto conhecido para liderar o projeto de reestruturação da Azzurra. Aos 61 anos, Roberto Mancini reassume o cargo de treinador principal, apenas três anos após encerrar sua primeira passagem pelo banco de reservas da tetracampeã mundial. A decisão marca o início de uma nova era, após um período de instabilidade nos bastidores da federação.
O movimento ocorre em um cenário de turbulência na Federação Italiana de Futebol (FIGC). A escolha por Mancini ganhou força nos corredores da entidade após a polêmica envolvendo Andrea Pirlo, cujo nome foi descartado devido ao seu envolvimento com uma casa de apostas russa, situação que gerou um efeito cascata nos cargos de diretoria.
A aposta de Giovanni Malagò
O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, assumiu a responsabilidade pela escolha, defendendo que o currículo do veterano treinador é o mais adequado para o momento. A decisão surge para estancar a crise que resultou na saída precoce de nomes como Paolo Maldini e Leonardo, que pediram demissão apenas 16 dias após assumirem funções estratégicas na estrutura organizacional da seleção.
“Eu acreditava que a melhor escolha para técnico era Roberto Mancini, por uma série de razões pelas quais assumo a responsabilidade. Ele é um treinador cuja história fala por si só; ele tinha tudo para ser o treinador, mas alguns continuam a pensar diferente sobre a realidade atual, que não é a mesma de ontem.”
Reestruturação e novos horizontes
Além do retorno de Mancini, a federação agiu rápido para reorganizar o comando técnico e trouxe Claudio Ranieri para ocupar o posto de novo diretor técnico. A missão da nova dupla será superar a frustração recente da Itália, que, embora tenha conquistado a Eurocopa sob o comando de Mancini no ciclo anterior, sofreu com a amarga ausência na Copa do Mundo do Catar.
Após sua saída da seleção em 2023, Roberto Mancini acumulou experiências no futebol internacional, comandando a seleção da Arábia Saudita e, mais recentemente, o Al-Sadd, onde encerrou a última temporada levantando a taça do Campeonato Catari. A expectativa é que esse “fôlego” internacional ajude o treinador a consolidar um novo estilo de jogo para a Azzurra.
O impacto dessa contratação será testado nas próximas convocações e jogos preparatórios, onde a torcida italiana espera ver uma equipe mais resiliente. A reconstrução da Itália é, sem dúvida, um dos desafios mais aguardados do futebol europeu.
Por Mengão 360













