A FIFA, através de seu presidente Gianni Infantino, defende as pausas para hidratação na Copa do Mundo 2026 como uma medida técnica necessária para garantir isonomia esportiva entre as seleções.
A polêmica em torno das paradas técnicas durante as partidas da próxima Copa do Mundo ganhou novos contornos nesta terça-feira. Em coletiva realizada em Nova Iorque, Gianni Infantino, mandatário da entidade máxima do futebol, posicionou-se sobre as críticas proferidas por treinadores renomados, como Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel, que questionam a necessidade e a interferência tática desses intervalos.
O debate ganha força à medida que o torneio de 2026 se desenha como um desafio inédito. Com a ampliação para 48 seleções e a logística espalhada por três países-sede, a preocupação com o desgaste físico dos atletas durante os 39 dias de competição tornou-se o ponto central da defesa da FIFA.
A busca pela igualdade nas condições de jogo
Para Infantino, a medida não é apenas uma questão de saúde devido às altas temperaturas, mas um mecanismo para evitar distorções competitivas. A FIFA deseja que todos os times, independentemente do clima local ou do horário da partida, enfrentem as mesmas regras e oportunidades de reajuste tático.
O que importa ainda mais para nós é garantir que todas as seleções, em todas as partidas, joguem nas mesmas condições. E é muito difícil aceitar que um técnico possa ter a oportunidade de influenciar uma partida fazendo ajustes simplesmente porque está mais quente, enquanto em outra partida, onde a temperatura é um pouco mais baixa, o mesmo técnico não tenha essa mesma oportunidade.
Desmistificando o viés comercial
O presidente aproveitou a oportunidade para rebater especulações de que a pausa teria fins lucrativos ou apelo publicitário. Segundo o dirigente, os contratos comerciais da Copa do Mundo já estão sacramentados, e a interrupção não gera receita adicional aos cofres da organização.
Impacto no desempenho técnico
A visão da FIFA é que a pausa para hidratação atua diretamente na qualidade do espetáculo. Ao permitir que os jogadores recuperem o fôlego, a entidade acredita que o nível de intensidade é mantido até o apito final, permitindo que as estrelas do futebol mundial mostrem seu real potencial técnico, mesmo sob o calor rigoroso que se espera nos estádios norte-americanos.
A implementação dessa regra em todos os jogos promete ser um dos pontos focais na preparação dos treinadores. Enquanto o relógio corre para o início da competição, a FIFA mantém sua convicção de que essa é a estratégia correta para preservar o atleta e equilibrar o campo de jogo em prol do esporte.










