O Grêmio recebeu os primeiros recursos pela venda do atacante Gabriel Mec ao futebol português, mas enfrenta uma notificação extrajudicial devido a atrasos nos repasses obrigatórios e rescisão trabalhista.
A transferência do jovem atacante Gabriel Mec para o Porto, oficializada no início de setembro, deveria injetar alívio financeiro no caixa tricolor. No entanto, a entrada dos primeiros 2,75 milhões de euros nos cofres do clube gaúcho, depositados no começo de outubro, veio acompanhada de um alerta jurídico importante para a diretoria gremista.
Apesar de o negócio principal ter sido amplamente celebrado, a gestão administrativa agora precisa lidar com cobranças formais de terceiros. A ausência de repasses proporcionais gerou um impasse que coloca em evidência a saúde financeira e a organização contratual da instituição para a sequência da temporada.
Cobranças e percentuais pendentes
A notificação extrajudicial recebida pela diretoria aponta falhas na distribuição dos valores arrecadados com a primeira fatia da venda internacional. Estão em aberto o percentual referente à divisão dos direitos econômicos e a comissão devida aos representantes do atleta envolvido na transição para a Europa.
Essas fatias representam montantes expressivos em moeda europeia que já deveriam ter sido repassados conforme os acordos firmados no momento da negociação. Além das obrigações com parceiros e intermediários, o clube acumulou pendências ligadas à formalização da rescisão trabalhista do jogador.
A diretoria tricolor assumiu o compromisso de regularizar todos os pagamentos pendentes nos próximos dias, buscando evitar maiores desdobramentos jurídicos com os envolvidos na operação.
Impacto no planejamento financeiro
O cenário de cobranças ocorre em um momento em que a gestão esportiva tenta equilibrar compromissos milionários no mercado. Recentemente, a instituição firmou acordos judiciais expressivos para quitar débitos antigos decorrentes de outras negociações internacionais do passado recente.
A necessidade de destinar os recursos gerados por ativos da base para sanar obrigações pregressas evidencia o desafio contínuo do clube em manter o equilíbrio orçamentário. Com os próximos compromissos financeiros se aproximando, a diretoria precisa acelerar a resolução dessas pendências para garantir estabilidade nos bastidores.














